Carreira
Quer permanecer empregado em tempos de crise? Aprenda Cobol
Enquanto existir mainframes, existirá Cobol. Aprender a linguagem e a cultura pode garantir a você um trabalho que dure até a aposentadoria.
Por IDG News Service, EUA
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Programar em Cobol não é tão sexy quanto desenvolver em Java ou criar scripts em Ruby. Mas se você investir pesado e aprender com o antigo Cobol, você pode conseguir um dos mais seguros trabalhos em TI.
Pesquisas apontam que os salários de pessoal de Cobol está subindo. A linguagem é fácil de aprender e há uma demanda permanente para esse conhecimento. E, para reforçar a estabilidade no emprego, não existem muitos especialistas em Cobol em outros países com mão de obra mais barata.
Como se não bastasse, toda aquela discussão sobre a aposentadoria dos mainframes não virou realidade, já que as companhias continuam comprometidas com a baixa plataforma. Quer conhecer as confissões de um programador Cobol?
Com a instabilidade econômica, encontrar um emprego seguro na área de TI está cada vez mais difícil. E, no Brasil, há a perspectiva de falta de profissionais de Cobol nos próximos anos.
Programadores em Cobol com experiência, no entanto, "estão tranqüilos com relação ao emprego. Se a empresa pretende manter as aplicações legadas em Cobol, a posição é quase vitalícia," disse o diretor de pesquisas da Interop Jeff Gould.
Ele completa: "Vários usuários de mainframe com aplicações missão crítica em Cobol estão presos ao mainframe. Não existem aplicações equivalentes ou é muito caro levar as aplicações legadas para plataforma x86."
William Conner, gerente da prática de integração tecnológica da Deloitte, afirma que "os salários para programadores em Cobol só crescem pela falta de profissionais qualificados. A demanda supera a oferta por conta da aposentadoria de muitos desenvolvedores de Cobol e por que os jovens buscam Java, XML e outras linguagens modernas."
Experiência prática
em Cobol
O programador aposentado em William Kees, que codificou por 25
anos, garante que a linguagem é tão simples de aprender que não exige nenhuma
aula. Outro desenvolvedor Cobol, que preferiu não se identificar, disse: "É
fácil de aprender, ler e seguir. Depois de ver .Net ou VisualBasic, pode me dar
Cobol. Pelo menos é legível."
Países na América Latina estão em situação parecida com os Estados Unidos, defende Gabriel Rozman, vice-presidente de mercados emergentes da Tata Consultancy Services. "Em diversos países da região, empresas estão presas ao mainframe legado onde Cobol é necessário. Então, quem conhece Cobol e Java, por exemplo, vai ser disputado”, disse Rozman.
Combinar o antigo com
novo
Os mainframes seguem sendo usados por serem confiáveis e
lidarem bem com altos-volumes de processamento. Mas, cada vez mais, as empresas
ganham ao integrar o legado com o restante da empresa.
Com SOA, por exemplo, abrem-se várias oportunidades de expor aplicações Cobol para ambientes maiores. "Diversos usuários de mainframe estão buscando SOA como uma maneira de integrar o legado em Cobol como as aplicações em x86," diz Jeff Gould.
"Existe um novo tipo de trabalho surgindo para pessoas que tem atuam como ‘ponte’, integrando os mundos do legado com as arquiteturas modernas," relata Arunn Ramadoss, responsável pelo Micro Focus Academic, programa que ensina Cobol a estudantes.
Você programa em Cobol? Ou tem interesse em aprender? Ou acredita que o Cobol, assim como os mainframes, vão morrer? Deixe seu comentário.
Cobol é ótimo.
Moro em Recife e trabalhei até 2004 com Cobol.
Gostária de Voltar a trabalhar.
Juailson - 20 Nov 2008, 17h58
COBOLware
É isso aí e convido a todos que conheçam também o COBOLware http://www.cobolware.com.
Carlos Roberto - 18 Nov 2008, 17h21
Artigozinho mal traduzido hein?
Cadê o revisor de conteúdo? Foi aprender cobol?
D. - 17 Nov 2008, 14h52
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