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Análise: Oracle pode cortar até 10 mil empregos depois da negociação com a Sun

São Francisco – Para analistas, lucros pretendidos pela Oracle com a cumpra da Sun só seriam possíveis com um número alto de demissões.

Por IDG News Service, EUA

20 de abril de 2009 - 18h19
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Tony Sacconagui, um dos principais analistas do Sanford C. Bernstein & Co., afirmou que a Oracle pode eliminar 10 mil pessoas após a incorporação da Sun Microsystems, comprada por 7,4 bilhões de dólares.

A análise foi elaborada após anúncio de Safra Catz, presidente da Oracle, que afirmou que a companhia espera que a Sun contribua com lucros de 1,5 bilhões de dólares no primeiro ano após a negociação e com 2 bilhões no ano seguinte, fazendo com que a transação represente uma colaboração maior no valor por ação do que a soma obtida com as aquisições da BEA, Peoplesoft e Siebel.

Segundo Sacconagui, essa lucratividade virá por meio de demissões. “Para ter esse montante do lucro, a Oracle precisaria demitir entre 5,5 e 10 mil funcionários via reestruturação”, afirmou em relatório liberado pouco depois do anúncio da negociação”.

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A firma de análise de mercado Technology Business Research (TBR) concordou que as demissões são iminentes, prevendo que os departamentos mais afetados serão os de vendas e marketing. Segundo relatório da empresa, a Oracle irá racionalizar rapidamente a base de custos da Sun, o que significa cortar postos de trabalho.

Segundo a TBR, alguns empregos devem mudar de país na medida em que a Oracle reorganiza os serviços e o suporte da Sun para ficar compatível com seu próprio modelo global.

Antes do anúncio, a Sun já estava no meio de um processo de reestruturação, que previa o corte de 15 a 18% de sua força de trabalho, ou cerca de 6 mil empregados.

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