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Carreira

Mercado de mainframe atrai profissionais com mais de 50 anos

São Paulo - Escassez de gente qualificada para atender demanda, leva empresas de tecnologia a buscar de volta aposentados.

Por Andrea Giardino, editora-assistente do COMPUTERWORLD

25 de maio de 2009 - 07h00
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A falta de gente qualificada para atuar com mainframes – que vive um momento de retomada no Brasil - tem trazido de volta ao mercado muitos profissionais que penduraram a chuteira. Ávidas pelo conhecimento que a maioria dos que passaram pelos 50 anos adquiriu na época do boom da tecnologia, algumas empresas estão indo atrás dessa experiência.

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Valorizados como nunca, há quem ganhe até três vezes mais do que especialistas em Windows, segundo afirma Edson Luiz Pereira, executivo responsável pela área de parcerias educacionais da IBM. “Estamos convidando para voltar quem se aposentou pela empresa e para permanecer como consultores aqueles que estão para sair de cena”, diz.

Todo esse esforço pode parecer estranho para quem achava que o mainframe morreu. No entanto, há ainda uma forte demanda por esse tipo de equipamento. A IBM, por exemplo, registrou um crescimento de 11% nas vendas globais de mainframe em 2008 e dados do instituto de pesquisa IDC apontam que 70% das empresas e o governo, no País, rodam suas aplicações críticas em ambientes mainframe.

De acordo com Pereira, o mercado voltou a usar a tecnologia por ser uma opção interessante. Apesar de não revelar quanto esses profissionais especializados em mainframe representam do total de funcionários da subsidiária brasileira, o executivo conta que é um número bem considerável. “Mas não atendem às nossas necessidades”, observa.

Tamanho é esse “gap” de mão-de-obra que a empresa tem apostado na formação de uma nova geração de profissionais focados em mainframe. Algumas parcerias foram fechadas com universidades e escolas técnicas para disseminar a tecnologia e desenvolver especialistas. Entre elas destacam-se a Universidade de Campinas (Unicamp), Centro Paula Souza e Instituto Eldorado.

Na CA, a situação não é diferente. Idival Júnior, diretor de vendas técnicas da área de mainframe da empresa para a América Latina, a valorização do “poder grisalho” ainda será grande até a hora que essa falta de profissionais seja resolvida. “Não tem jeito, precisamos desses talentos formados na década de 70”, diz. Ou seja, por enquanto, o mercado está nas mãos de gente sênior. “Vejo muitos com salários 30% maiores do que a média de mercado e especialistas mais velhos ganhando até 25 mil reais”, compara.

Aos 38 anos, o executivo reconhece que faz parte de um seleto grupo de profissionais mais jovens a atuar no mercado. Realidade que espera ser revertida muito em breve. A CA, assim com a IBM, possui projetos em conjunto com instituições de ensino no Brasil para formar jovens especialistas na tecnologia.

Em Praga, a CA criou um centro de desenvolvimento para formar novos talentos nos próximos 30 anos, usando interfaces mais intuitivas. “Aqui, a estratégia para atrair os mais jovens envolve visitas às universidades”, completa. Atualmente, a subsidiária possui alianças com a Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), em São Paulo, e com a Universidade de Brasília (UnB).

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Opinião do Leitor [5 comentários]

Comprovando porém discordando

Sou um desses profissionais já aposentado com muita experiência no setor, reconhecido como um grande profissional e trabalhando em uma grande multinacional. Verifico que realmente precisamos de profissionais em praticamente quase todas as áreas de main frame desde operações a Suporte de sistemas e subsistemas principalmente se o quesito falar alguma lingua estrangeira, de preferência o Inglês, fizer parte do profissional.Na emprêsa que trabalho há muitas vagas em aberto o que por sua vez faz com que tenhamos que quase dobrar nossa carga de trabalho e levando em conta também que para se formar um profissional mediocre de MF são necessarios cerca de 3 anos sendo em média necessário o dobro para se ter digamos um profissional pleno. Por essa razão acredito que essa "pseudo valorização" é mais do justa e até necessaria so que os salários pagos em nossa empresa se comparam, em muito, aos salários do pessoal de outras plataformas tais como aix e windows. Talves essa remuneração 30% superior só seja obtida a nível de consultoria.
Joao - 27 Mai 2009, 14h26

Vivencia comprova o contrário

Gostaria de saber onde estão as empresas que procuram profissionais com experiencia em mainframe.
No mercado do Rio de Janeiro,isso não acontece, quando aparece uma vaga para mainframe, são 45
profissionais disputando essa vaga, e sabe quem leva?, o salário mais baixo, pois o RH só sabe avaliar isso.
Depois de toda a bagagem acumulada de anos de trabalho, os profissionais que fizeram sistemas que funcionam até hoje, tem que se sujeitar a salários cada vez menores.
Silvia - 27 Mai 2009, 10h20

Gestão de Pessoas

A falta de profissionais está atingindo outros ambientes, além do mainframe, isso ocorre por diversos fatores.
Excesso de especialização, um único programa para ser construído passa pelas mãos de vários profissionais na expectativa de tê-lo bem documentado quando o que deveria ser documentado é o sistema.
Terceirização de pessoas que acabam não obtendo tempo ou recursos para aprimorar seus conhecimentos, quando quem deveria ser terceirizado é o processo.
Excesso de exigência para uma vaga com prazo de validade determinada pelo projeto.
O foco dos sistemas atuais está na informação de decisão que possui uma alta velocidade de mudança, bem diferente dos sistemas antigos que registravam transações.
O cenário que se apresenta é uma estrutura de produção ditada pelas regras de Taylor e Fayol, com enfase atual nas desvantagens, profissionais sem as especializações exigidas, consultorias ( RH ) fazendo fortunas e organizações reclamando da qualidade dos profissionais e seus serviços de TI.
Por estes motivos além dos apresentados pelo Gilberto entendo que não há falta de profissionais qualificados mas sim, um modelo de gestão inadequado para o setor de Tecnologia de Informação.
Antonio - 26 Mai 2009, 18h19
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