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Carreira

Trabalhar no exterior pode alavancar carreira

Framingham - Profissionais contam os benefícios de atuar em outro país e mostram também como venceram as barreiras de trabalhar como profissionais expatriados

Por Martha Heller*

01 de julho de 2009 - 08h57
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Com apenas 25 anos, a profissão de CIO é considerada relativamente jovem e, por consequência, ainda não existe uma trajetória ideal de carreira que poderia ser trilhada por esse tipo profissional. No entanto, a experiência já permite identificar algumas questões críticas para quem quer alcançar sucesso como líder de TI, entre elas está a trabalhar em outro país.

À primeira vista parece simples. Basta convencer a família a fazer uma mudança, assinar um contrato, entender como funciona a cultura do lugar para onde você vai ser enviado e fazer as malas. Mas a vida como um CIO expatriado pode ser muito mais difícil do que se imagina.

Em 1997, Curt Petrucelli deixou as operações do laboratório farmacêutico Pfizer nos Estados Unidos para atuar na área de TI da filial da companhia em Bruxelas. “Com a globalização da empresa eu percebi que poderia não ter as competências necessárias para ocupar uma posição de liderança se eu nunca deixasse a cidade de Nova Iorque”, conta Petrucelli, que hoje ocupa a posição de CIO da AstraZeneca em território norte-americano.

“O primeiro passo foi falar com minha família sobre a mudança”, relembra o executivo. “De qualquer forma, quando a oportunidade apareceu eu estava claro sobre minha disponibilidade para atuar fora dos Estados Unidos”, acrescenta o CIO.

Ainda de acordo com Petrucelli, o trabalho em Bruxelas acabou se provando a melhor escolha, realmente. E ele lembra que não só retornou daquele país com uma nova perspectiva cultural como a experiência foi fundamental para que ele fosse contratado pela AstraZeneca na posição de líder de TI.

Um dos aprendizados que o CIO tirou da sua experiência internacional foi a necessidade de gerenciar melhor o tempo entre o trabalho e a família. “Os primeiros seis meses demandaram ajustes significativos”, conta Petrucelli, afirmando que esse tempo também foi fundamental para entender e adaptar-se à cultura local.

Quem trabalha em território estrangeiro precisa entender a fundo as peculiaridades do país. Isso vai ajudar a evitar problemas na hora de fazer apresentações e de se relacionar com os superiores, bem como com os subordinados.

Mike Capone, CIO da ADP – fornecedora de soluções para folha de pagamento e sistemas de recursos humanos –, entrou na companhia assim que saiu da faculdade. Desde então, ele passou pelas áreas de desenvolvimento de produtos e finanças até entrar para a equipe TI da empresa nos Estados Unidos. E, logo em seguida, foi selecionado a fazer parte de uma equipe dedicada a um grande projeto, que previa a integração de uma série de operações adquiridas pela ADP no exterior.

“Me deparei com situações que nunca tinha enfrentado antes”, cita Capone, que detalha: “Não tinha ideia de como montar um call center na Europa ou de como poderia atrair talentos locais. Por conta disso, preferi apostar no networking.”

Ainda de acordo com o atual CIO, ele buscou o apoio dos profissionais que atuavam nos escritórios internacionais para conhecer as peculiaridades de cada país. “E pessoas com as quais eu nunca tinha trabalhado viraram minhas melhores amigas”, brinca o executivo.

 

Opinião do Leitor [2 comentários]

Mente aberta

A dificuldade mais grande é a relação e o equilíbrio entre tua cultura própria e a nova. Sou Colombiano, moro e trabalho em Brasil há menos de um ano, e achei muito legal aprender no dia a dia com meus empregados, assim como mostrar minha cultura sem tentar impor-la nem deixar de ser quem eu sou.

O desafio é muito grande, mas a sensação de sucesso quando dá certo e maior ainda. A familia é um dos pontos mais criticos para se preparar, pois não depende de você estar pronto para um adeus...

Abraço!
Diego - 02 Jul 2009, 14h43

Aculturamento é de suma importância

Uma coisa bastante importante, e a qual mais foi enfatizada na matéria, é referente à cultura. Ir para outro país em que os costumes são diferentes exige daquele que muda para lá sua adaptação àquela cultura. Mudar para outro país e achar que a cultura local que deveria se adaptar à sua é, virtualmente, impossível. Seria como um grão de açúcar querer adocar um oceano inteiro.
Informe-se antes e procure já ir se preparando para a nova cultura. Via ser menos sofrido, isso eu garanto pois funcionou comigo nos anos que morei fora.
Rodivaldo Macelo - 01 Jul 2009, 15h29
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