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Carreira

Crise aumenta a importância de grupos de ex-funcionários

Rede de relacionamento é aposta para quem perdeu seus empregos e enxerga as vantagens de fazer network.

Computerworld/EUA

25 de setembro de 2009 - 07h00
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Apesar dos impactos negativos da crise econômica, o lado positivo é que muitos funcionários demitidos da indústria de tecnologia da informação (TI) passaram a olhar com mais atenção a questão do networking.

Manter a rede de relacionamento ativa sempre foi um dos pontos destacados por consultores como importante para quem está no mundo corporativo. Diante do cenário atual de incertezas, torna-se fundamental.

Atualmente, uma grande leva de profissionais sem emprego vem apostando na formação de grupos de ex-funcionários, que têm o objetivo de promover troca de informações sobre onde encontrar um novo emprego e oportunidades de negócios, além de aumentar o processo de  socialização.

O grau de sofisticação é tanta que o Microsoft Alumni Network, por exemplo, já conta com 10 mil integrantes, que contribuem com taxas de adesão e contam com uma série de benefícios.  Enquanto isso, o PeopleSoft Alumni Network faz receita, exclusivamente, a partir de anúncios de emprego em seu site. A rede tem quase 4 mil pessoas no site de relacionamentos profissionais LinkedIn, boa parte de funcionários que atuavam na empresa antes dela ser adquirida pela Oracle, em 2005.

Dentre os grupos que foram criados, há também alguns que buscam oferecer ajuda psicológica aos que perderem o emprego. Funciona como uma espécie de “rede de segurança psicológica”, segundo afirma John Verrochi, fundador da Associação de ex-funcionários da Sun Microsystems.

Seus integrantes podem usar as conexões que existem com outros grupos e pesquisar ex-colegas que estão interessados em trocar informações de vagas de emprego. Este ano, para ajudar os participantes a lidar com a recessão, o PeopleSoft Alumni reuniu cerca de 50 voluntários para trabalhar em cima das questões interpessoais.

Steve Tennant, que deu início ao grupo após deixar o cargo de vice-presidente da PeopleSoft, explica que muitos dos que saíram da companhia agora atuam em empresas de recolocação oferecendo treinamento e avaliação de currículos.

O grupo da Microsoft foi fundado em 1995 por Tony Audino, ex-diretor gerenciamento para produtos em linguagem de programação DOS. E possui estreita ligação com a empresa, que chega a anunciar postos de trabalho para o grupo.

Essa relação gera resultados tão positivos, que ex-funcionários são chamados para ajudar no site, em áreas destinada a venda de produtos. “Com isso, a Microsoft quer reconhecer o quanto esses ex-funcionários foram e continuam sendo um ativo importante”, diz Audino.

A maioria dos grupos, quando se forma, possui algum tipo de relacionamento com as antigas empresas. No caso da Sun, a saída de um empregado é imediatamente informada à rede de ex-funcionários, que conta com 7,5 mil pessoas, além outros 5 mil que participam de um grupo no Yahoo.

A um passo de ser adquirida pela Oracle, a Sun, em 2008, registrou mais de 800 pessoas que se juntaram ao grupo de ex-funcionários. Até agosto passado, mais 400 haviam se integrado.

Tennant afirma que algumas das pessoas envolvidas na organização de ex-funcionários da PeopleSoft têm uma variedade de objetivos e interesses. E nesse sentido, tentam fazer a transição para outros mercados, como a indústria de tecnologia limpa, de software como serviço, enquanto outros abandonaram o mundo da tecnologia .

“Quando os grupos se reúnem, a sensação que tenho é de como voltar a uma reunião do colégio”, afirma Tennant. "Há sempre um monte de histórias que nos divertem”.

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