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Carreira
Parcerias são fundamentais para subir na carreira, diz pesquisa
De acordo com pesquisadores da consultoria Gallup, para estabelecer alianças dentro da companhia é preciso que ambas as pessoas estejam no mesmo nível hierárquico e tenham aspirações semelhantes quanto ao trabalho.
CIO/EUA
Executivos que estabelecem relações de parceria com outros profissionais da mesma empresa e que possuem as mesmas aspirações quanto à carreira tendem a atingir muito mais sucesso do que os demais. Essa é uma das conclusões encontradas pelos pesquisadores da consultoria norte-americana de gestão Gallup, Rodd Wagner e Gale Muller. Eles analisaram o desempenho de diversos colaboradores (a partir do nível de gerência) e escreveram o livro “Power of 2: How to Make the Most of Your Partnerships at Work and in Life”, ainda sem versão em português.
A obra mostra como, por meio de parcerias verdadeiras, é possível atingir metas que seriam impossíveis de se alcançar sozinho e transporta essa realidade para o ambiente corporativo. Nesse contexto, Wagner afirma que a solidão empresarial é tão maléfica à carreira como o cigarro e o sedentarismo são prejudiciais à saúde.
Os autores defendem a tese de que quanto mais se colabora, mais sucesso se atinge. “No entanto, é preciso esclarecer que as parcerias devem ser feitas entre as pessoas certas, as quais devem estar no mesmo nível de evolução profissional e compartilhar algumas características”, diz Muller, que lista tais atributos comuns a parceiros: “forças complementares, missões comuns, confiança, senso de justiça, compreensão, capacidade de comunicação e altruísmo.”
Para ele, não adianta um chefe firmar parceira com um subalterno. “Com o passar do tempo o gestor irá sentir-se ameaçado pelo funcionário, e este colaborador, apagado pelo líder”, diz Muller.
O autor cita o caso da CIO da empresa de segurança patrimonial Raytheon, Rebecca Rhoads, como exemplo de aliança bem-sucedida: “Ela formou vínculos com os gestores das áreas de engenharia, finanças, comunicação, recursos humanos e jurídica”, conta ele, que complementa: “A partir daí, reúne-se periodicamente com eles para tratar de assuntos profissionais e também em ocasiões de lazer – o que fez com que a executiva aumentasse seu leque de amizades e, ainda, conseguisse ter mais visão das áreas de negócios e sugerir projetos de alcance global ao board da empresa.”
Além disso, Wagner afirma que o CIO deve estimular relações de parceria dentro de suas equipes já que, segundo as pesquisas realizadas, funcionários que formam alianças dentre da companhia têm 29% mais de vontade de permanecer no emprego e 42% mais chances de obter sucesso profissional.
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