Carreira
Saiba como pedir aumento no pós-crise
Especialistas ensinam o caminho das pedras para você ser bem-sucedido.
Por Redação da Computerworld
Uma dúvida que permeou a vida de muitos profissionais durante a crise foi: será que devo pedir ou não aumento? Se alguns engavetaram seus pedidos, passado o cenário de turbulência, certamente o assunto voltará à tona.
Independente de qualquer situação, pedir aumento não é uma tarefa fácil. Dá trabalho e exige um exercício de paciência. Em primeiro lugar é preciso levantar informações sobre o seu desempenho e sobre o mercado, além de propor metas para o período posterior ao aumento.
Isso se traduz com relatórios que permitam ao gestor mensurar o valor que o profissional traz para a empresa. “Qualidade e valor são muito intangíveis na cabeça do chefe”, ressalta Maria Elizabeth Johann, coordenadora dos MBAs em gestão estratégica de Pessoas do FGV Management.
Planejamento e análise são palavras-chave para ser bem-sucedido nessa situação. O argumento “eu preciso de um aumento porque sou um bom funcionário” não basta.
“Em primeiro lugar, é preciso mostrar para o chefe que você está fazendo a sua parte e um pouco mais”, reforça Cristiane Gonçalves, gerente de assessoria em gestão de RH da consultoria KPMG.
“Por isso, é bom que seu pedido tenha indicadores, como 15% de redução de tempo de implementação de projetos ou 20% de aumento na satisfação dos clientes”, completa Maria Elizabeth.
Eu, produto?
Para a coordenadora dos MBAs do FGV Management, as pessoas devem aplicar em suas carreiras o conceito dos cinco "P's" do marketing – produto, preço, praça, pesquisa e promoção. "É preciso ter consciência disso ao longo de toda a carreira, não só quando se pretende mudar de emprego ou ter um aumento”, recomenda.
Como produto, o profissional deve avaliar sua formação e experiência, além de cursos, idiomas, atualização e avaliações de desempenho. Também é preciso levar em conta habilidades como trabalho em equipe e relacionamento interpessoal.
“O valor do profissional é o quanto ou o que ele é capaz de resolver sob o ponto de vista do empregador”, ressalta a professora, quando explica o conceito de preço. Some a isso à média salarial da região onde a profissional atua.
“Uma regra seria pensar que quanto mais minhas competências agregarem valor ao negócio, mais chances de aumento eu terei”, ensina.
Outro ponto importante, de acordo com Maria Elizabeth, é a pesquisa. Cabe ao profissional buscar informações no mercado e na empresa sobre a média salarial de outros profissionais.
Com isso, ele também descobrirá empresas que estão em busca de perfis como o seu, o que criará novas possibilidades, no caso de uma possível negativa de reajuste.
Fazendo uma analogia com promoção, a especialista diz que o profissional tem que aproveitar reuniões e e-mails para se comunicar bem, apresentando boas idéias e contribuições que façam diferença para a empresa.
“O pessoal de TI tem tendência a usar muitas siglas, o vocabulário fica reduzido”, aponta. “Muitas vezes, isso prejudica o conteúdo da mensagem”, acrescenta.
Na visão de Maria Elizabeth, o conceito de praça se aplica a todo local onde o profissional pode se mostrar, seja em cursos, seminários, festas de confraternização, corredores da empresa e até no cafezinho.
A dica de Cristiane, da KPMG, é que o profissional não deixe para conversar com o superior sobre reajuste salarial apenas quando receber uma proposta do mercado. “Se você está onde gosta de trabalhar e o problema é salário, não vá procurar no mercado, converse com o seu chefe”, indica a consultora.
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