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VP da Gartner: CIOs precisam lidar com riscos políticos

Tina Nunno aponta que o planejamento de 2011 representa um excelente momento para exercitar o poder de negociação.

Rodrigo Afonso, especial para CIO Brasil

31 de agosto de 2010 - 08h25
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Depois de atuar por dois anos em uma instituição de pesquisas do governo norte-americano, na qual conduzia levantamentos sobre tratados internacionais e questões relacionadas à Organização das Nações Unidas (ONU), Tina Nunno ingressou na consultoria Gartner, em 1997. Sua missão foi usar seus conhecimentos de negociação para avaliar o comportamento do mercado de tecnologia da informação.

Hoje, Tina ocupa o cargo de vice-presidente de pesquisas da divisão de CIOs da consultoria e se destaca por estudos sobre como as políticas corporativas – ou seja, a capacidade de lidar com múltiplos interesses dentro das organizações – afetam o desempenho dos líderes de TI.

Em entrevista exclusiva à CIO Brasil, Tina aponta os quatro pontos críticos envolvidos nas políticas corporativas e de que forma o gestor de TI precisa estar preparado para lidar com eles. E, de acordo com a vice-presidente, o planejamento de 2011 representa um excelente momento para incluir essa questão no radar dos CIOs.
 
CIO – Como os CIOs são afetados pelos jogos corporativos?

Tina Nunno – As mudanças pelas quais o mercado e a tecnologia passaram colocam o CIO em situações muito desafiadoras. Muitas vezes, eles chegam até mim e comentam que têm um problema de arquitetura, de padronização ou de centralização. Mas, conversando um pouco mais, logo percebo que é uma questão política e se ele não aprender a trabalhar na causa real do problema, nunca conseguirá resolvê-lo.

CIO – De que forma os gestores de TI identificam se o problema é político?
Tina Nunno – Existem quatro pontos críticos que quase todo CIO enfrenta ao lidar com manobras políticas: recursos, controle, mudanças e cultura.
O mais óbvio deles é a questão dos recursos, pois quanto mais escassos eles forem, mais os líderes precisarão brigar por eles. Já controle implica na capacidade do executivo tomar decisões a respeito de elementos relacionados à TI.

Eu considero as situações que impactem em mudanças como as mais complicadas, pois elas tendem a gerar discussões, divergências e muitas pessoas podem se sentir prejudicadas. Assim, o CIO deve atuar como em um jogo de xadrez. Ele precisa ter cuidado para tomar decisões de uma forma que ele ganhe, mas que os demais jogadores não se sintam prejudicados.

A quarta questão é a da cultura organizacional. Qualquer manobra que dependa do comportamento de outros profissionais precisa ser gerenciada com cuidado, para que as pessoas contribuam com a TI, em vez de combatê-la.

CIO – Como questões políticas precisam ser tratadas durante o planejamento de 2011?
Tina –
Os líderes devem tomar o cuidado de combinar suas propostas com os movimentos e objetivos da companhia.  O descompasso acontece com frequência e é exatamente aí que o CIO tende a enfrentar mais problemas políticos.

Ter isso em mente ajuda na batalha por recursos, que é algo bastante difícil hoje. Outro ponto importante tem relação com a governança de tecnologia. Se bem trabalhada, o CIO terá menos chances de se envolver em disputas políticas.

Leia entrevista completa na CIO

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