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CEOs que mais demitiram tiveram melhores salários, diz estudo

A remuneração dos 50 executivos que mais fizeram cortes de pessoas em 2009 foi de US$ 12 milhões em média, contra US$ 8,5 milhões nas 500 maiores organizações.

CIO/EUA

02 de setembro de 2010 - 08h15
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Existe uma relação direta entre o valor da remuneração dos gestores e o número de demissões realizadas por eles. Pelo menos, essa é uma das conclusões do estudo conduzido pelo Institute for Policy Studies – entidade que estuda grandes movimentos sociais e econômicos.

De acordo com as informações divulgadas no levantamento, os 50 presidentes e CEOs que mais realizaram cortes de pessoal durante a recente crise econômica mundial receberam 12 milhões de dólares em média, em 2009, contra cerca de 8,5 milhões de dólares contabilizados entre os líderes das organizações listadas entre as 500 maiores do mundo pela S&P (Standard & Poor´s).

A entidade calcula que os 598 milhões de dólares recebidos no último ano pelos 50 CEOs listados entre os que mais demitiram poderiam garantir o auxílio desemprego de 37.759 trabalhadores dos Estados Unidos por um ano inteiro, ou cerca de um mês de benefícios para os 531,363 profissionais demitidos por esses executivos.

O estudo cita três exemplos específicos para ilustrar a constatação:

1.    Fred Hassan, ex-CEO da Schering-Plough, recebeu cerca de 50 milhões de dólares como remuneração em 2009, quando a companhia fez a fusão com a Merck e demitiu 16 mil funcionários. De acordo com o Institute for Policy, o valor do pagamento anul de Hassan poderia cobrir os custos dos benefícios concedidos aos profissionais desempregados por mais de dez semanas.

2.    William Weldon, CEO da Johnson & Johnson, recebeu 25,6 milhões de dólares em 2009, apesar de sua companhia ter sofrido com um escândalo de 'recall' de medicamentos e ter anunciado a demissão de 9 mil profissionais.

3.    Mark Hurd, ex-CEO da HP - envolvido em escândalo sexual -, recebeu benefícios de 24,2 milhões de dólares em 2009, período em que a empresa demitiu 6,4 mil  empregados.

Uma questão que chama a atenção no estudo é que boa parte dos CEOs que realizaram cortes de pessoas em 2009 justificaram a iniciativa por conta da queda dos resultados das organizações. No entanto, a mesma lógica não valeu para o salário dos próprios executivos, que aumentou durante o período de crise.

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