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Carreira

Descubra as 7 profissões de risco na área de tecnologia

Especialistas elencam os cargos considerados como os mais desafiadores para profissionais do setor.

PC World/EUA

07 de setembro de 2010 - 08h00
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Em TI, assim como em outros segmentos da indústria, existem algumas profissões consideradas bastante arriscadas para quem as executa, em especial, do ponto de vista psicológico. Mas também há situações nas quais os profissionais arriscam a própria vida. Basta lembrar que algumas pessoas são capazes de escalar torres de comunicação com centenas de metros de altura.

A seguir, acompanhe sete profissões relacionadas à TI e que são consideradas pelos especialistas como situações de risco extremo:

1. Moderação de conteúdo da internet

Pense em tudo aquilo que você mais detesta encontrar na web. Imagens de pedofilia, cadáveres e outras imagens chocantes. Agora imagine uma situação em que deve olhar para esse tipo de conteúdo das 9 horas às 17 horas todos os dias.

Esse é o trabalho dos moderadores de conteúdo na internet. Pessoas pagas para filtrar esse tipo de material para que as demais pessoas não sejam expostas a fotos de gosto duvidoso em pop-ups por toda a web. A demanda por esse tipo de serviço cresce constantemente à medida que surgem mais e mais servidores de imagens pela internet que oferecem a opção de envio de fotos e vídeos a partir de dispositivos móveis.

“Certamente não é um emprego para qualquer um”, diz a vice-presidente de operações da Caleris, empresa de prestação de serviços no segmento de TI Stacey Springer. Sediada no estado de Iowa, nos Estados Unidos, os 55 funcionários da organização avaliam até 7 milhões de imagens todos os dias a pedido de mais ou menos 80 clientes. “Os níveis variam daquilo que muitos podem achar ofensivo. Existem pessoas que não querem ver imagens de crianças em situações que podem ser delicadas, ou, ainda , animais sofrendo crueldades”.

Os empregados da Caleris têm direito a acompanhamento psicológico, mesmo assim há determinadas ocasiões bastante traumáticas.

2. Montagem de equipamento elétrico

As redes de segurança que cercam os dormitórios em uma fábrica de componentes eletrônicos são uma lembrança amarga de pessoas que se atiraram em direção à morte desde janeiro. Um funcionário de 25 anos, que mais tarde viria a tirar a própria vida, foi supostamente agredido por diversas vezes na fábrica de Hon Hai, depois de perder um protótipo do iPhone4 no ano passado.

Basta lembrar do hollywoodiano esquema de segurança que cercou o lançamento do iPhone4 da Apple para imaginar a pressão a qual são submetidos os fornecedores desse equipamentos. A Foxconn, fabricante de dispositivos como o iPad, iPhone e outros dispositivos eletrônicos da Apple, da Dell e da HP, já foi várias vezes acusada de manter a fábrica funcionando em regime e em condições subumanas. Por mais complexa que tenha sido a cadeia de eventos que culminou com o suicídio do funcionário, os grupos de direitos humanos já criticavam organizações como fabricante de produtos Apple e outras companhias de criar ambientes extremos em que trabalham jovens, em sua maioria, oriundos de áreas rurais.

Para enfrentar a onda de suicídios, a Foxconn promete realizar avaliações psicológicas com os funcionários e tenta reverter o moral da empresa com manifestações. A empresa quer, ainda, expandir o quadro de funcionários dos atuais 900 mil empregados para 1,3 milhão no ano que vem.

A pressão psicológica não é a única evidente. Várias ONGs de direitos humanos se ocupam com as denúncias de suposta exposição a elementos radioativos em fábricas de microchips e de LCDs para a Samsung.

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