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Carreira

Descubra as 7 profissões de risco na área de tecnologia

PC World/EUA

07 de setembro de 2010 - 08h00
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5. Reciclagem “pirata” de insumos eletrônicos

Cada vez que, nos Estados Unidos, alguém envia um computador velho ou um monitor antigo para ser reciclado, é mais provável que o equipamento vá parar em algum ferro velho do outro lado do mundo, que ser desmontado de maneira segura em uma empresa especializada. Não é raro que o hardware antigo viaje por meio mundo até chegar aos países em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina.

Muitas pessoas alimentam esperanças de conseguir algum trocado raspando componentes que contenham ouro, prata e outros metais preciosos nos circuitos integrados. Nesse processo as pessoas podem entrar em contato com fontes de radiação e/ou tóxicas, como chumbo, cádmio, berílio, mercúrio e materiais anti-incêndio. Outras maneiras de contaminação são a submersão de placas de circuitos integrados em ácido e derreter fios de PVC na busca por cobre.

Mas não é só em ferros-velhos de países em desenvolvimento que essa rotina de quebrar monitores acontece. Em determinadas prisões norte-americanas, os internos são expostos a elementos perigosos para a saúde em operações de reciclagem de lixo eletrônico; trabalho pelo qual recebem entre um centavo e 1,25 dólares por hora.

6. Minas em áreas de conflito

O Leste do Congo, na África, produz boa parte dos componentes responsáveis por manter equipamentos eletrônicos funcionando. A região tem reservas de tântalo, usado em capacitores, estanho para a solda em circuitos integrados, tungstênio para fazer os celulares vibrarem e ouro, usado na conexão de componentes. Apesar de todas essa riqueza natural, um contingente estimado em centenas de milhares de pessoas trabalham em condições subumanas na extração desses materiais.

De acordo com o grupo de direitos humanos Global Witness, é provável que cada aparelho eletrônico – de laptops a smartphones – contêm minerais de origem de áreas de conflito. Quem dá a informação é o pesquisador Sasha Lezhnev, que integra a organização.

“É bastante parecido com a questão dos 'diamantes de sangue'. Várias pessoas vasculham o leito de rios com as mãos enquanto outras literalmente “comem” montanhas inteiras. Ao saírem das minas, são recebidos por crianças armadas com AK47 que coletam parte do que é retirado pelos mineiros”, diz.

Nenhuma empresa fabricante dos dispositivos foi capaz de comprovar que não usa o produto dessas extrações em sua linha de equipamentos. Mas há organizações que caminham em direção a isso, como a Intel e a Motorola.

7. Infraestrutura em zonas de guerra

Realizar tarefas perigosas em áreas tranqüilas já é arriscado, agora calcule ter de realizar isso em zonas de guerra. Estar em cima de uma torre de comunicação já é arriscado; subir uma estrutura dessas e estar na mira de um possível atirador de elite só piora a tarefa.

Não é sabido quantas vítimas o segmento de TI faz em zonas de guerra. Segundo o iCasualities Website, entre os aproximadamente 6700 mortos que compunham parte das forças de coalizão em diversas partes do mundo, não estão discriminadas as mortes de profissionais de TI.

Mas, de acordo com um levantamento realizado em 2009, pelo menos três de 533 funcionários de empresas terceirizadas para dar conta de diversos serviços no Iraque eram do segmento de TI.

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