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Carreira
Um novo quartel-general para o e-governo
Empresa amplia e moderniza sua estrutura para atender a futuras demandas do município de São Paulo.
Lucas Callegari
Em outubro do ano passado, São Paulo foi eleita a cidade mais digital da América Latina, segundo estudo da Motorola e da consultoria argentina Convergência Research, que analisou o nível de digitalização de 150 cidades em 15 países da América Latina. Para elaborar o ranking levou-se em conta itens como infraestrutura, serviços, programas voltados para a redução da desigualdade digital e o emprego de tecnologia da informação e comunicação entre os cidadãos, empresas e instituições públicas. A capital paulista obteve o prêmio por ter se destacado por seu e-governo, pelos serviços que presta aos cidadãos pela internet, compromisso com a inclusão digital e pelas aplicações de tele-saúde e tele-segurança.
A viabilização do projeto de transformar a São Paulo em uma cidade digital tem como principal protagonista a Empresa de Tecnologia de Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam). Companhia de economia mista, que apoia a prefeitura nas políticas de informação e de informática da cidade. A empresa é ainda responsável pela modernização dos órgãos e entidades municipais, oferecendo serviços nas áreas de Tecnologia da Informação. Os sistemas da Prodam são direcionados para a automação da gestão pública, geoprocessamento, aplicações para as áreas de educação, saúde, esporte, cultura entre outros projetos.
A constante inovação é uma das virtudes da Prodam. Cloud computing, por exemplo, um tema recente na área de TI, já é utilizado pela empresa. "A nuvem é realidade na Prodam. É um conceito adequado para ser oferecido hoje. Do ponto de vista de tecnologia, é o modelo ideal por questões de flexibilidade no nosso caso, que temos contratos com as secretarias da administração municipal", informa o diretor de infraestrutura da Prodam, Osvaldo Antonio Pazianotto, vencedor do IT Leaders na categoria governo. "No modelo atual, por exemplo, temos um projeto com 11 hospitais de pronto-atendimento que já nasceram dentro desse conceito de nuvem", acrescenta Pazianotto.
Hoje, a Prodam está se preparando para as demandas futuras do município. "O nosso grande projeto é o novo data center, que teve início no segundo semestre deste ano², diz Pazianotto. Ainda em fase de licitação, a iniciativa trará mais segurança na gestão de continuidade dos negócios. A ideia é elevar a atual estrutura do centro de processamento de dados, localizado em 250 metros quadrados, para cerca de 700 metros quadrados. O principal data center da Prodam fica em um edifício alugado no bairro da Barra Funda, onde também está a sede da empresa. A companhia tem ainda um data center menor, localizado no bairro da Vila Mariana. "Com uma estrutura de 60 metros quadrados, é utilizado para algumas contingências, hospedando equipamentos dos sistemas mais críticos, como a nota fiscal eletrônica, por exemplo. Esse data center será reformado e se tornará o principal da empresa", informa Pazianotto.
Segundo o executivo, o projeto tem importância estratégica porque elimina alguns pontos vulneráveis da atual infraestrutura da Prodam.
"A estação da Barra Funda tem a fragilidade de ter disponível apenas uma subestação de energia. Tivemos três paradas no ano passado devido a problemas com suprimento de energia. Já no da Vila Mariana, há a segurança de ter disponível duas subsestações."
Com um orçamento estimado em 60 milhões de reais, um dos grandes desafios do projeto será garantir a migração da atual infraestrutura, localizada na Barra Funda, para a nova. "O sistema não pode deixar de funcionar. As emissões de notas fiscais ocorrem 24 horas por dia, incluindo os fins de semana". A migração prevê a etapa de desmontagem da infraestrutura. Antes disso, "haverá a adequação do prédio da Vila Mariana com uma obra civil, garantindo o fornecimento de geradores, nobreaks, swtiches para montar o backbone, novos equipamentos, storages e servidores", esclarece. Segundo Pazianotto, atualmente o data center da Prodam possui cerca de 600 servidores e 250 servidores virtuais.
A ideia do novo data center surgiu em 2009, quando começaram os estudos sobre sua viabilidade. Após a licitação, a reforma começa no início do ano que vem e deve durar de seis a oito meses. O projeto deve contribuir para as metas da prefeitura para os próximos anos. "Hoje são emitidas entre 10 e 11 milhões de notas fiscais por mês. O projeto é atingir 70 milhões nos próximos anos. Com a nova estrutura vou atender mais rapidamente a essa e outras demandas com menos risco de parada", informa o executivo. Segundo ele, quando entrar em funcionamento, o novo data center terá uma capacidade ociosa em relação às projeções de demanda da prefeitura para os próximos três anos.
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