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Carreira

Curso de Ciências da Computação volta a ficar em alta

Framingham – Universidades norte-americanas registram aumento no número de estudantes da carreira. Notícia empolga indústria de tecnologia.

Network World (EUA)

17 de março de 2009 - 18h28
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O número de alunos do curso de Ciências da Computação matriculados em universidades norte-americanas cresceu pela primeira vez em seis anos. Os dados vêm de pesquisa do instituto Computing Research Association (CRA). No início do outono de 2008, período que marcou o começo do último ano letivo nos EUA, o número de alunos que optou por essa carreira cresceu 8,1%.

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Os pesos pesados da indústria de TI dos EUA, professores da área e líderes do setor comemoram a notícia. Talvez seja um sinal de que a tecnologia está ficando mais popular entre os jovens.

Nos anos anteriores, o número de formados em ciências da computação caiu gradativamente. “Fizemos várias parcerias com universidades para tentar reverter isso e recrutar mais estudantes secundários interessados na área”, diz Yvonne Agyei, diretora do programa de talentos do Google.

De acordo com o instituto que realizou a pesquisa, a área de tecnologia oferece as melhores perspectivas para o mercado de trabalho futuro, justificando o aumento do número de interessados. “As vagas que são porta de entrada para a carreira estão aumentando. Em pouco tempo, haverá mais oportunidades que graduandos”, afirma Peter Harsha, diretor de assuntos corporativos do CRA.

Outra razão para o crescimento no interesse é que computação virou um “hit” entre os jovens. O sucesso das novas mídias sociais, de tecnologias móveis, do iPhone, entre outros, colabora com essa percepção. Esse cenário ajuda a atrair alguns dos melhores estudantes, que normalmente cursariam carreiras tradicionais, como Medicina ou Direito, por exemplo.

O fator “hit” é destacado também pelo professor Michael Heath, líder interino do departamento de Ciências da Computação da universidade de Illinois. A instituição apresentou um crescimento de 15% das matrículas em ciências da computação nos últimos dois anos. “Pessoas estão envolvidas em computadores de forma sem precedentes. Isso traz um apelo ainda maior para a carreira”, afirma.

A economia americana agradece a nova tendência. A área de tecnologia é crítica para que o país mantenha competitividade global. “Além disso, o pensamento computacional e as habilidades para soluções de problemas que se adquire nesse tipo de graduação têm lugar em qualquer indústria”, conclui Harsha.

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