Carreira
Setor de telecom encerrou 2008 com 200 mil empregos formais
São Paulo - Empresas de prestação de serviços ultrapassaram os 67 mil funcionários formais, diz associação.
Por Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD
Compartilhe:
O setor de telecomunicações no Brasil registrou cerca de 200 mil trabalhadores formais em 2008, de acordo com estimativas da Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática (Abeprest), que reúne empresas que prestam serviços para as operadoras.
>> Participe das discussões sobre carreira na CW Connect
A área de prestação de serviços encerrou o ano com mais de 67 mil pessoas contratadas formalmente, contra 54.046 de 2007 e 48.303 de 2006. "Em 2008, percebemos uma mudança no setor, com um impulso à formalização", comenta Silvio de Carvalho Vince, diretor presidente da Abeprest.
"Em 10 anos, o setor cresceu 40% no número de empregos formais e o segmento de prestação de serviços dobrou de tamanho neste período. Isso mostra que as operadoras intensificaram a terceirização", completa Helio Bampi, diretor de relações institucionais da associação.
No entanto, apesar da expansão no número de vagas formais, a área de telecomunicações sofreu um achatamento na faixa salarial dos profissionais que são funcionários das operadoras. Entre os prestadores de serviço, o nível da remuneração se manteve, mas ele é mais baixo do que os salários pagos diretamente pelas empresas de telecomunicações.
Isso se dá, explica Vince, pelo próprio perfil dos profissionais que compõem a mão-de-obra das prestadoras de serviço e das operadoras de telecom. No primeiro caso, os funcionários são mais técnicos, enquanto as pessoas contratadas pelas teles são mais estratégicas e de planejamento.
Segundo a pesquisa da Abreprest, entre as prestadoras de serviço, apenas 3% dos técnicos diplomados recebem de 10 a 20 salários mínimos, percentual que sobe para 15% no caso das operadoras. Vince acredita que o perfil dos funcionários das prestadoras de serviço pode se alterar com o passar do tempo, pois as operadoras de telefonia exigem cada vez mais que os prestadores de serviço contratem e mantenham mão-de-obra qualificada.
O diretor presidente da associação conta que está desenvolvendo junto ao Senac do Rio de Janeiro (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) um projeto para oferecer treinamento técnico a distância para qualificar esses profissionais.
A expectativa é que os cursos sejam oferecidos entre o fim de março e início de abril, sobre temas como redes IP e roteadores. Serão treinados pelo menos 700 profissionais em 1 ano, mas, dependendo de acordos que estão sendo fechados com operadoras e outras entidades do setor, o número pode chegar à casa de milhares.
"Há uma convergência de agenda das operadoras para qualificar mão-de-obra. É uma preocupação porque as empresas do setor lideram o ranking do Procon", diz Bampi.
Como o número ainda está em aberto, a Abraprest também não tem estimativas definidas sobre o valor que será investido na iniciativa. Parte dos recursos virá do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Ministério do Trabalho, informa o diretor de relações institucionais da associação.
SLIDE SHOWS
Conheça os 100 melhores CIOs do país
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar
A elite do RH de TI e Telecom no Brasil
Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.
Veja o Especial


