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O ano de 2007 foi marcado por diversas aquisições no mercado de fornecedores de software de BA com a Oracle adquirindo a Hyperion, a Business Objects adquirindo a ALG e a Cartesis, e depois sendo adquirida pela SAP e, a Cognos adquirindo a Applix e depois sendo arrematada pela IBM. Contudo os efeitos reais desta consolidação só poderão ser, de fato, observados ao longo deste ano de 2008.

A IDC acredita que, com isso, algumas direções globais nas ofertas do mercado serão modificadas, e a concorrência deixará de ser entre os conhecidos "pure-players" (fornecedores com foco quase exclusivo em BI & BA) para ser entre mega-fornecedores.

As consolidações, além de ser uma reação do mercado fornecedor, vêm ao encontro da necessidade de alinhamento de TI às necessidades estratégicas das organizações e da crescente tendência por parcerias em que empresas usuárias buscam fatores como confiança, economia em escala, qualidade, entre outros.

Diante da dinamicidade, crescente demanda e competitividade, e também para uma análise mais detalhada dos principais fornecedores deste mercado, a IDC considerou os fatores-chave expostos na tabela abaixo.

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No mercado nacional, o SAS ocupa o primeiro lugar, sendo o principal fornecedor do mercado de software de BA (vide Figura 2), com 17,5% de market share. Apresentou o maior crescimento entre os três primeiros colocados e a terceira posição entre os 10 primeiros. No mercado latino-americano e mundial ocupa a segunda posição e, dentro dos 11 segmentos deste mercado, tem se classificado sempre entre as três primeiras posições. Em 2006, obteve a sua terceira maior movimentação em receitas e iniciou uma importante e bem definida estratégia de canais, que deve assegurar o aumento de suas receitas e a liderança no mercado. Apesar de grande parte de sua receita ser proveniente das avançadas soluções analíticas, tem também, ao longo dos últimos três anos, aumentado a sua participação no mercado de ferramentas de BI. A sinergia entre estas duas linhas de produto capacita o SAS a oferecer um amplo portfólio de soluções.

A SAP, no Brasil, ocupa a segunda colocação em grande parte por causa de sua variedade de ofertas em aplicações de gerenciamento de performance. A IDC acredita que, com a aquisição da Business Object (que no Brasil ocupa a terceira colocação e no mundo, a sexta), haverá expansão da base de clientes.

A Cognos, que ocupou a terceira posição no ranking do país, foi recém-adquirida pela IBM que estava na nona posição como fornecedor neste mercado. Isso porque a maior parte de sua receita em BA foi proveniente da comercialização de produtos de banco de dados e de integração. Por um tempo, a estratégia da IBM foi realmente manter-se à distância das aplicações e ferramentas analíticas, dando preferência à parcerias. Contudo esta aquisição muda o cenário para os próximos anos.

A Oracle ficou com o quinto lugar no mercado nacional, apesar de sua hegemonia no mercado mundial. Em 2007, arrematou a Hyperion, que também esteve entre as 10 maiores do ano.
A MicroStrategy, com a sexta posição, possui uma suíte de produtos vista como uma opção atraente, beneficiada por sua estrutura de OLAP Relacional (ROLAP). Porém, o seu foco ainda está em sua maior parte voltado às ferramentas de BI.

Já a Microsoft está na oitava posição e, apesar de no cenário mundial ter crescido quase duas vezes mais que os 9 primeiros colocados, sua força vem do foco em ferramentas de consulta, análise, relatório e plataforma DW. A sua presença em aplicações de gerenciamento de performance ainda é, relativamente, muito pequena.

Até o ano de 2007, das primeiras cinco colocadas do ranking mundial, quatro delas - Oracle, SAP, IBM e Microsoft - possuíam menos de 1/4 de sua receita proveniente da comercialização no mercado de software de BA, cenário este que deve ser modificado ao longo deste ano em razão das recentes aquisições.

Contudo, eventos passados têm mostrado que são os fornecedores conhecidos como "pure-players" (como o SAS, que no mercado nacional é o único entre os grandes do mercado com foco exclusivo no mercado) que acabam conduzindo a inovação e estabelecendo novas tendências.

O fato é que as consolidações trazem com elas a evolução e vem responder à crescente demanda das organizações por informações precisas, disponíveis no tempo exato para as pessoas corretas, garantindo competitividade e baixando o ticket médio de investimento. Definitivamente, não mudam, mas sim enfatizam, o conceito estratégico da Inteligência de Negócios.

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