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Futuro e tendências de BI e BA

Embora Albert Einstein tenha dito "Nem tudo que conta pode ser contado e nem tudo que pode ser contado conta.", organizações em todos os segmentos coletam e armazenam uma quantia, cada vez maior, de dados internos e externos (benchmarks, informações competitivas, etc), conduzindo à já mencionada avalanche de informação digital que em 2008 deve atingir os 400 exabytes (400 bilhões de gigabytes) e até 2010 deve chegar a 1.000 exabytes (ou 1 zettabyte).

Estudos mundiais da IDC mostram que 56% das organizações possuem de 2 a 9 sistemas de fontes de dados, e 20% possuem de 10 a 24. Esta volumosa movimentação de dados atrelada ao encurtamento dos ciclos de tomada de decisão traz consigo alguns desafios, e o primeiro deles diz respeito à complexidade em disponibilizar informações precisas e relevantes, no tempo certo para as pessoas certas.

Em um segundo momento, depois de as informações estarem disponíveis, os desafios passam a ser a definição de qual fato precisa ser medido e a criação de indicadores (KPIs) que sejam chave na avaliação do desempenho da organização. 

Neste contexto dinâmico e complexo, a Inteligência de Negócios tem evoluído para atender aos desafios com o objetivo principal de disponibilizar a todos stakeholders a informação certa, no momento certo para melhor capacitá-los na tomada de decisão em todas as funções de negócios da organização, inclusive as estratégicas, como aumento de lucro e receita, retenção de custos, inovação, mitigação de riscos, entre outras, oferecendo assim otimizações, planejamentos e previsões mais assertivos.

Claro que a idéia de usar a informação para ganhar vantagem competitiva não é novidade entre os líderes de negócio. Aristóteles Onassis já havia dito: "O segredo do negócio é saber algo que mais ninguém sabe". O que é novo, no entanto, é o foco em automatizar os processos de decisão com o uso de soluções de tecnologia.

A Inteligência de Negócio continuará a ganhar importância uma vez que as organizações, cada vez mais, reconhecem a necessidade de não apenas analisar o que aconteceu no passado, mas também, e talvez mais importante, melhor compreender e mapear o que pode ocorrer no futuro e agir preventivamente.

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O conceito de Inteligência de Negócios ainda não é compreendido em sua plenitude em muitas organizações, e estas, por conseqüência, não estão cientes dos reais benefícios que podem extrair. Isto talvez ocorra porque as empresas que obtiveram sucesso na adoção destas soluções de BA as consideram uma poderosa ferramenta de competitividade e não querem compartilhar esta descoberta com seus concorrentes.

Contudo já há evidências reais sobre o aumento da competitividade a partir do uso de soluções de Business Analytics. A própria IDC tem conduzido estudos e projetos que inspecionam o retorno de investimento (ROI) na implementação destas soluções.

Além disso, a própria maturação do mercado de tecnologia também impulsiona o avanço da utilização da Inteligência de Negócios. Uma vez automatizados os sistemas core e de backoffice, o passo seguinte passa a ser fazer melhor uso das informações geradas por eles, automatizando, padronizando e criando novas alternativas para a tomada de decisão.

A IDC acredita que o mercado mundial de software de BA continuará crescendo e, até 2011, a estimativa é que o crescimento médio anual esteja em torno de 10,3% ao ano. No Brasil deve atingir os US$ 242,1 milhões em 2011 (veja figura acima).

Inovações

SaaS
SaaS, do inglês "Software as a Service", indica "Software como um Serviço" e trata-se de uma forma de disponibilizar software como serviço, na maioria das vezes,  em Web on-line. O cliente passa a ter direitos sobre seus próprios dados e sobre o uso do software, não sendo necessário adquirir licença ou mesmo comprar o software.

Há no mercado outros modelos alternativos à compra de licenças de software, porém a vantagem do SaaS está na tecnologia adotada, pois as aplicações são desenvolvidas para o ambiente web, utilizando padrões abertos, como Java e SOA (arquitetura orientada a serviços), o que facilita a integração com outros sistemas e a migração de aplicações.

No caso dos softwares de Business Analytics comercializados como serviço (SaaS), os fornecedores têm sido o instrumento para educar o mercado sobre os benefícios do modelo, principalmente para as soluções que exigem atualizações freqüentes e hospedagem off-site.

Open Source
Já há alguns anos que aplicações para Inteligência de Negócios vêm sendo desenvolvidas para plataformas de código aberto. Os seus criadores falam dos seguintes benefícios:
Acesso a uma comunidade ativa e crescente de Java que busca oferecer maiores capacidades nas soluções de BI.

Esforços das empresas fornecedoras destas soluções levarão à integração com produtos mais conhecidos comercialmente.

Sem custos com vendas ou marketing, as provas de conceito e as aplicações piloto têm acelerado a adoção.

Características e funções estão sendo desenvolvidas de acordo com as necessidades da comunidade.
Recentes pesquisas realizadas pela IDC mostram que o interesse por aplicações de BA em plataformas de código aberto ainda é pequeno. Ainda não há grandes perspectivas de mudanças para o próximo ano. Em razão do ceticismo do mercado, estas soluções terão que amadurecer e provar seu valor.

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