Neste contexto dinâmico, competitivo e de transformação do mercado
de software de Business Analytics, os usuários são beneficiados por
meio do aumento de ofertas, da queda nos preços, das padronizações e da
chegada de soluções alternativas para aumentar sua capacidade de
endereçar as necessidades da organização e impulsionar os processos de
tomada de decisão.
O conceito de Business Analytics, além das
ferramentas tradicionais de BI, traz consigo inovações como
características de notícias on-line e de sites comunitários dispostos
em relatórios com gráficos e com conteúdo desestruturado, além do
suporte à colaboração e workflow e, o mais importante, foco no suporte
à decisão.
Para a IDC, o mercado usuário pode sentir-se confiante e
considerar a implementação de soluções de BA para a solução de
problemas específicos de negócios, pois o cenário é favorável e haverá
a sua disposição ferramentas e suporte para apoiar suas necessidades
organizacionais e auxiliar a atingir suas metas.
Porém, como em
qualquer iniciativa de adoção de software, ou até mais, assegurar o
apoio da alta gerência é imprescindível, assim como o envolvimento da
área usuária de negócios.
Também é preciso entender e mapear a
capacidade de recursos da organização a fim de determinar níveis
apropriados de orçamento e aumentar as chances de sucesso na adoção de
BA. A IDC sugere, inclusive, que um centro de competência seja
considerado, a fim de assegurar:
- Apoio e aprovação da alta gerência.
- Equipe composta por especialistas na tecnologia de BA e por especialistas no negócio da organização que tenham poder de decisão.
- Foco na integração contínua, na qualidade e nos esforços magistrais para a gerência de informações.
- Única fonte de conhecimento corporativa para o processo de tomada de decisão.
- Políticas e procedimentos de governança estabelecidos.
- Indicadores de medida de performance definidos de acordo com as necessidades de negócio da organização.
- Redução do risco de fracasso.
Os primeiros grandes erros na adoção destas soluções, que podem levá-la ao insucesso ou à insatisfação, são normalmente:
- Uma
adoção liderada apenas pela área de tecnologia, sem o apoio da alta
gerência e sem o devido envolvimento das outras áreas internas de
interesse.
- Falta de conhecimento sobre os impactos que podem ser
gerados pela nova solução, nos negócios da organização. Por exemplo,
considerar disponibilidade de 99,5% como um indicador, sem prévia
análise.
- O quanto custaria para a empresa a indisponibilidade de 0.05%?
Esta sim deveria ser a questão a ser respondida.
Os aspectos
técnicos são sim importantes, mas os de negócio também o são. Além
disso, a decisão não pode considerar apenas custo, mas também
flexibilidade, disponibilidade, agilidade, entre outras coisas.
Uma
boa solução deve começar sempre com o entendimento real do processo de
tomada de decisão que ocorre ao longo de cada processo de negócio. É
preciso entender e documentar as decisões tomadas, bem como o impacto
que causaram na performance. Para isso, tenha sempre a resposta para
estas perguntas:
- Como tomamos as decisões hoje?
- Estas decisões são tomadas de forma coerente?
- Quem são os melhores tomadores de decisão?
- As decisões consideram indicadores reais de negócio?
- Estamos utilizando as melhores práticas na tomada de decisão?
Melhores Parcerias
A
aquisição de soluções de tecnologia, ainda que seja um elemento tático
para muitas organizações, deve ser considerada uma decisão estratégica,
principalmente no caso de soluções relacionadas aos processos de
negócio. Assim, a IDC mapeou as ações que devem ocorrer em ordem
cronologia para a obtenção de sucesso em um processo de avaliação de
parceria e de implantação de um projeto de Inteligência de Negócios:
1.
Identificar e mapear as necessidades e processos organizacionais: Os
gestores da organização devem analisar em detalhes todos os processos
organizacionais para mapear a importância estratégica de cada um deles
e compreender onde a empresa está e aonde pretende chegar.
2.
Identificar e selecionar os parceiros estratégicos: Identificar os
possíveis parceiros estratégicos que possuam capacidade tecnológica,
competência técnica e de negócios e que sejam aderentes ao perfil da
organização, avaliando, além da relação custo benefício, a atuação
regional, atuação vertical e horizontal e os atuais clientes e casos de
sucesso.
3. Criar comitê de competência: Depois de mapeadas as
necessidades organizacionais e selecionados os parceiros estratégicos,
é necessário montar um comitê, composto por dois grupos-chave de
pessoas: o grupo de conhecimento técnico e o grupo de conhecimento de
negócio. Este comitê será responsável por definir as funcionalidades do
projeto de Inteligência de Negócios a ser implementado pela organização.
4.
Negociar contratos: Antes de iniciar a execução do projeto de
Inteligência de Negócios, é necessário firmar a negociação dos
contratos com os parceiros selecionados. Nestes contratos deverão ser
definidos, claramente, escopo, prazo, custo, condições de exceção,
matriz de responsabilidade, níveis de serviço, indicadores, métricas -
e neste caso atentar-se para as métricas de negócio e não apenas as
técnicas - bônus e penalidades, além das cláusulas contratuais padrões.
5.
Gerenciar, executar e controlar o projeto: Estando então definidas as
equipes e regras, inicia-se o processo de execução do projeto de
Inteligência de Negócios, passando as empresas parceiras a ter
responsabilidades conforme definições contratuais e a empresa
contratante, a responsabilidade pelo acompanhamento contínuo do projeto
para assegurar que está sendo cumprido o que de fato foi definido e
acordado, bem como pela identificação de possíveis necessidades de
ajustes e mudanças, oferecendo ao comitê embasamento para as tomadas de
decisão.
Ao longo dos últimos anos, a IDC tem observado que as
organizações vêm gradualmente mudando a sua visão na busca por
fornecedores e caminham para um conceito mais abrangente de parceria. A
IDC ressalta apenas que na escolha de uma parceria para as soluções de
software de BA, ainda que o parceiro não tenha conhecimento específico
sobre o negócio da organização, um processo de passagem de conhecimento
pode ser realizado ao longo da implementação. Contudo o mais importante
é que o fornecedor tenha expertise e domínio sobre os conceitos de
Inteligência de Negócios a fim de aplicá-los de forma eficiente ao
contexto da organização.


