Números da consultoria McKinsey apresentados recentemente em um simpósio do Uptime Institute revelam por que as empresas devem estar atentas aos chamados aspectos “verdes” da computação.
Confira alguns dos dados mais interessantes:
US$ 11,5 bilhões
Esse é total estimado da conta para a
energia elétrica consumida pelos data centers em 2010, em comparação com o
valor de US$ 8,6 bilhões registrado em 2007. A base instalada de servidores deve crescer 16%,
alcançando cerca de 43 milhões de máquinas mundialmente; o consumo de energia
por servidor está aumentando 9%; e o preço da energia teve uma elevação média
de 4%, de acordo com a McKinsey.
25%
Essa é a parcela do orçamento que uma empresa típica gasta
com os data centers. De fato, as operações de um data center são caras: 17% dos
custos são direcionados para o hardware e recursos de armazenamento e outros 8%
vão para a infra-estrutura que suporta as máquinas. O relatório da McKinsey observa
que nem todos os custos associados com a manutenção das instalações de TI
aparecem no orçamento, por isso não há um conhecimento completo de quanto custa
manter um servidor em um ano.
146
Entre 458 servidores em quatro data centers em
produção, o estudo da McKinsey identificou que 32% estavam trabalhando, no
máximo, a 3% de sua capacidade máxima. Isso significa que cerca de um terço
dessas máquinas estavam ligadas, consumindo energia e recursos de refrigeração
praticamente sem trabalhar.
15%
Esse é o espaço que pode ser recuperada por meio de técnicas
como racking mais eficiente e a remoção de servidores que foram desativados,
mas mantidos nos racks, ligados, de acordo com a McKinsey. Recuperar esse espaço
significa adiar a necessidade de ter que realizar uma cara expansão no data center.
65%
Essa é a redução no número de servidores que pode ser
alcançada com a virtualização. Esse valor pode variar, para mais ou para menos,
mas certamente vai contribuir para a economia de espaço e redução de custos de
energia.
55%
Essa é a média de UPS, sistemas de refrigeração e
outros recursos que são subutilizados nos data centers. Não são apenas os
servidores e outros equipamentos de TI que estão drenando recursos valiosos.
74 graus
Essa é a temperatura em que devem ser mantidos os
corredores frios nos data centers. A maioria dos ambientes são super-resfriados,
o que é caro. Ajustar a temperatura, a partir de algumas práticas básicas e baratas,
pode ajudar a reduzir os custos com refrigeração.
Questões ambientais:
Além da economia gerada pelas chamadas práticas “verdes” aplicadas
ao data center, também devem ser levadas em conta as questões ambientais:
0,3% – Essa é a porcentagem de emissões de CO2 produzida atualmente pelos data centers, em nível mundial.
0,6% – Essa é a porcentagem de dióxido de carbono produzida atualmente por toda a indústria de aviação
1,0% – Essa é a porcentagem de dióxido de carbono produzida atualmente pela indústria do aço.
170 toneladas cúbicas – Essa é a porcentagem de CO2 que os data centers produzem atualmente por ano, em nível mundial. (Isso é mais do que a Argentina inteira gera em um ano, 142 toneladas cúbicas)
670 toneladas cúbicas – Essa é a porcentagem de CO2 que os data centers devem produzir mundialmente até 2020.
O relatório da McKinsey and Company está disponível gratuitamente no site do Uptime Institute.
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