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Microsoft desenha a quarta geração de data centers

No início de dezembro, Michael Mano, atual gerente geral do programa de data centers da Microsoft detalhou em seu blog http://loosebolts.wordpress.com/2008/12/02/our-vision-for-generation-4-modular-data-centers-one-way-of-getting-it-just-right) a visão da companhia sobre como será a quarta geração de data centers.

A “Gen 4”, denominação usada pela Microsoft, baseia-se em um conjunto de contêineres pré-fabricados com cerca de 2 mil servidores pré-configurados. Em resumo, é uma coleção gigante de “blocos de construção” pré-fabricados que, além dos servidores, também terão componentes mecânicos, elétricos, de segurança, entre outros, e podem ser conectados uns aos outros para aumentar e diminuir a capacidade de acordo com a necessidade.

A idéia de contêineres não é revolucionária. A Sun lançou um contêiner de servidores chamado Projeto Blackbox em 2006 e o Google recebeu em 2007 uma patente para “data centers móveis” armazenados em um contêiner de transporte padrão que, ao contrário do Blackbox da Sun, poderia ser aglomerado na mesma forma modular que a Microsoft está propondo. 

Entretanto, a Microsoft não está falando apenas de contêineres, mas da configuração de um data center inteiro. Com esse modelo de contêiner e módulos, as empresas não sofrerão com crises de falta de capacidade nem precisarão mais superdimensionar recursos para atender eventuais demandas ou crescimento não planejado. Isso porque, na visão da Microsoft, a Gen 4 é capaz de reduzir significativamente o tempo necessário para construir ou ampliar um data center.

Os data centers idealizados pela Microsoft têm quatro paredes e um sistema sofisticado de segurança em perímetro. Caminhões transportam as caixas até a localidade onde serão conectados às estações de energia e refrigeração para começar a funcionar.  De acordo com a Microsoft, essa geração de data centers se baseia no modelo T de manufatura de Henry Ford (http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Ford#Model_T).

A Gen 4 abandona o design personalizado em favor de uma abordagem de commodities, ou seja, que monta data centers a partir de componentes pré-fabricados em um local predeterminado, de maneira muito mais rápida. E, do mesmo modo que a linha de montagem da Ford reduziu significativamente o custo e o time-to-market dos automóveis, a Microsoft espera que a Gen 4 faça o mesmo pelos data centers.

Da perspectiva do consumo de energia, a Microsoft também prevê avanços com a Gen4. A meta é alcançar um PUE (Power Usage Effectiveness – razão entre a quantidade de energia fornecida para o data center como um todo e a energia usada pela infra-estrutura de computadores), em média, abaixo de 1.125 até 2012 nos data centers da companhia.  A Microsoft também pretende reduzir a quantidade total de cobre e água usados nessas instalações.

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