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Telecomunicações

Hélio Costa abre Futurecom rebatendo críticas

Durante a abertura da Futurecom, o ministro das Comunicações rebate críticas sobre a escolha do padrão de TV digital e a falta de autonomia da Anatel.

Por Ana Paula Oliveira e Camila Fusco, do COMPUTERWORLD (*)

02 de outubro de 2006 - 22h48
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Durante abertura da Futurecom nesta segunda-feira (02/10) o ministro das Comunicações, Hélio Costa, rebateu as críticas feitas por uma fabricante européia em relação à escolha do padrão japonês como suporte para o modelo de TV digital brasileiro.

“O que posso dizer é que o setor não vai parar de crescer, mas é preciso respeitar as decisões nacionais”, ele afirmou, relatando que durante um evento que reuniu agências reguladoras de todo o mundo na Guatemala, ao longo da semana passada, uma empresa divulgou um documentário criticando a decisão pelo padrão japonês, o próprio Hélio Costa e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. “Tentaram 'Nokiautear' o modelo, mas não conseguiram. Eles podem até ter bons telefones, mas definitivamente não sabem fazer documentários”, alfinetou o ministro, fazendo um trocadilho com a marca do fabricante desafeto.

Para Costa, as empresas que defendem o padrão europeu não souberam perder a disputa. “As propostas foram vencidas tecnicamente. Além disso, esses grupos não queriam fabricar as TVs aqui, mas importar as partes e montar no País”, concluiu.

O ministro comentou também os investimentos feitos em pesquisa e que deram sustentação para a escolha do padrão japonês. "Até o momento foram investidos 64 milhões de reais em pesquisas sobre a TV digital, sendo que 50 milhões de reais foram canalizados já durante a minha gestão", comentou.

Hora de repensar o modelo
Costa também aproveitou a abertura do evento para afirmar que após dez anos de privatização do setor, chegou a hora de rever o modelo. “Já estamos sendo atropelados pela convergência tecnológica, além de passar por um período de reorganização corporativa”, justifica.

Dentre os grandes desafios ressaltados pelo ministro para o avanço do setor, estão o dilema do compartilhamento das redes, as altas tarifas de interconexão de chamadas fixas para celular (as chamadas VU-M), além da universalização. “Colocar um telefone público em uma pequena cidade do Nordeste não é universalizar. O que aconteceu aqui foi uma universalização baseada na oferta”, opina. “Mas queremos fazer uma grande discussão para encontrar uma solução para esse cenário”, enfatiza.

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