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Telecomunicações

Em debate no Cade, Globo defende proteção ao conteúdo nacional

Já o presidente da Net Serviços defendeu a propriedade das empresas de TV por assinatura sobre a rede de transmissão de dados por cabo.

Por COMPUTERWORLD*

29 de junho de 2007 - 09h05
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) discutiu ontem (28/06) o impacto da concorrência para a convergência tecnológica no setor de comunicações com representantes de dois grupos: as Organizações Globo e a Net Serviços de Comunicação. Esta última tem, inclusive, a Globo como maior acionista.

O vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo, Evandro Guimarães, defendeu a existência de barreiras nacionais para evitar a entrada de concorrentes de outros países na área de produção de conteúdo para televisão.

Ele lembrou que as emissoras de televisão aberta produzem atualmente 70% da programação nacional e afirmou: “O Brasil não quer ser produzido e envolvido pela produção cultural das chamadas economias centrais”.

Já o presidente da Net Serviços de Comunicação S.A., Francisco Valim, disse que as empresas de TV por assinatura "representam a única opção real para se estabelecer um ambiente competitivo nos serviços de telecomunicações, que precisam ser alavancados no país".

Ele defendeu a propriedade das empresas de TV por assinatura sobre a rede de transmissão de dados por cabo e maior participação dessas empresas no processo de convergência digital do setor de comunicações. 

A próxima audiência pública do Cade está marcada para 12 de julho e vai ouvir os presidentes da Embratel, Carlos Henrique Moreira, e da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher.


 

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