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Telecomunicações

Ginga está disponível para download a partir desta terça-feira

O middleware já estava finalizado, mas não disponível, porque dependia de opções comerciais e do tipo de licença, mas o software continua em desenvolvimento.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

02 de julho de 2007 - 20h52
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A parte estável do sistema de interatividade da TV Digital, o Ginga, estará disponível a partir das 15 horas desta terça-feira (03/07) no site do Portal do Software Público Brasileiro. O gerente de inovações tecnológicas da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Corinto Meffe, explica que o sistema já está finalizado há um bom tempo, mas que a partir de amanhã estará disponível. “Para isso, dependia do tipo de licença e outros fatores comerciais”, afirma.

"O nome foi dado em reconhecimento à cultura, à arte e à contínua luta por liberdade do povo brasileiro”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil, o professor do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), Luiz Fernando  Soares.

Meffe explica ainda que a disponibilização do sistema cria um novo fato no cenário da TV Digital, porque muda o discurso. “Ao invés de apenas criticar e apontar as faltas, agora as pessoas podem acessar o software, fazer o download e desenvolver o que for necessário ou o que quiserem”, diz.

O executivo também conta que a companhia Hirix vai apresentar um set up box com o Ginga incluso já nesta terça, o que também é uma surpresa, já que a expectativa era de que o começo da TV Digital seria sem o middleware porque faltava o desenvolvimento do código que adapta o software de interação ao receptor. “Não é a tecnologia que vai impedir que a interatividade seja lançada junto com o começo das transmissões de sinal, em dezembro deste ano”, garante.

O middleware Ginga “é uma camada de software  que dá suporte ao desenvolvimento rápido  e fácil de  aplicações  de conteúdo para a TV Digital”, como explicou Soares. O software vem sendo desenvolvido há 18 anos pela PUC/RJ, muito antes de se pensar em ter televisão digital no Brasil. A entidade tem como parceira no projeto  a Universidade Federal da Paraíba, por meio do seu Laboratório Lavid.

O preço da licença do Ginga por receptora deverá alcançar, no máximo, entre 6,00 e 8,00 reais. Outras novidades relacionadas ao Ginga deverão ser anunciadas, prometeu Luiz Fernando Soares.

Adiamento
O governo adiou mais uma vez a entrega ao Fórum Nacional de TV Digital das normas aprovadas. A razão continua sendo as divergências sobre a reprodução do conteúdo e o possível bloqueio. Segundo Meffe, o Ministério da Cultura é mais liberal e é contra restrições, assim como a Casa Civil. Do outro lado, no entanto, está o Ministério das Comunicações, que não quer que seja autorizado o download de conteúdo.

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