Telecomunicações
Nokia diz que 46 milhões de suas baterias podem superaquecer
Empresa diz que conhece 100 casos em que o incidente aconteceu. No Brasil, não houve remessa oficial, mas aparelhos importados pelos usuários podem ter sido afetados.
Por COMPUTERWORLD
A fabricante de aparelhos celulares Nokia se dispôs nesta terça-feira (14/08) a substituir 46 milhões de baterias usadas em seus aparelhos móveis por outras novas porque existe risco de superaquecimento.
Os equipamentos com falhas foram fabricados pela japonesa Matsushita Battery Industrial e vendidas em grande escala por um baixo custo para os telefones da Nokia das famílias N91 e E60. No Brasil, segundo a assessoria de imprensa, não houve remessa oficial de aparelhos com essa bateria, mas eventualmente terminais importados pelos usuários podem usá-la.
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A Nokia diz que “em casos escassos” um pequeno curto circuito pode
causar às baterias do modelo Nokia BL-5C um superaquecimento durante o
processo de recarga. A empresa diz que reconhece cerca de 100
incidentes até agora, lembrando que nenhum causou danos maiores.
O superaquecimento pode fazer com que a bateria se solte do telefone enquanto ele é recarregado, afirmou a porta-voz da Nokia, Marianne Holmlund. Ela afirmou que não existe risco de incêndio, embora não tenha esclarecido quais os outros incidentes que o defeito pode causar.
"É difícil dizer com certeza, mas pode ser que o aparelho deixou uma pequena queimadura em uma prateleira enquanto ele estava sendo recarregado", afirmou John Devlin, diretor de pesquisa para tecnologias móveis da IMS Research no Reino Unido.
As pessoas envolvidas com o problema podem obter baterias novas de forma gratuita, segundo a Nokia. No website da companhia estão listados os modelos de telefones em que foram usadas as baterias e há ainda uma descrição sobre como agir caso o usuário seja um dos afetados. No Brasil, consumidores podem tirar suas dúvidas sobre este caso no telefone 0800-7701282.
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De acordo com a fabricante, diversas empresas fornecem componentes para suas baterias BL-5C e cerca de 300 milhões de BL-5C foram produzidas no total. O problema existe somente nos 46 milhões de equipamentos fabricados pela Matsushita entre dezembro de 2005 e novembro de 2006.
Esta é a primeira vez que a Nokia precisou oferecer um programa desse tipo, enfatizou a porta-voz. Já Devlin, da IMS Research, afirmou que questões dessa natureza acontecem especialmente em virtude de baterias falsificadas, o que tornam incidentes desse tipo um tanto incomuns.
O problema não deve afetar outros fabricantes de telefones celulares, já que as baterias foram designadas especialmente para a Nokia.
A companhia informou que trabalhará junto à Matsushita para investigar o problema.. Um imagem da BL-5C está disponível aqui.


