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Telecomunicações

E-mail: de revolução na comunicação a inferno da vida moderna

O e-mail revolucionou as comunicações corporativas. Com o tempo, os profissionais começaram a se afogar nas mensagens e perderam o controle. Onde está o equilíbrio?

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

10 de dezembro de 2007 - 07h05
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Em maio deste ano, o investidor milionário Fred Wilson inaugurou um novo tipo de falência. Nada relacionado com dívidas ou resultados financeiros ruins, mas vinculado à sua caixa postal eletrônica. Exasperado com a quantidade absurda de e-mails que recebia diariamente, e com as milhares de mensagens armazenadas, simplesmente desistiu de resolver o problema.

Sem ver outra saída, o milionário declarou falência de seu e-mail. Pedindo desculpas por eventuais problemas, Wilson argumentou: “Se você me mandou um e-mail (e não é minha esposa, meu amigo ou colega direto de trabalho), é melhor reenviar, porque estou começando tudo do zero”.

O post, publicado no ComputerBlog, é até hoje uma das maiores audiências do site. A sensação que fica é que, além de ser inusitada, a atitude do milionário representa o que muitos profissionais – da área de tecnologia inclusive – gostariam de fazer com a sua caixa postal eletrônica.

Um belo dia, deixar tudo para trás e começar do zero. Dar uma resposta definitiva, e contrária, para a ferramenta que surgiu como uma revolução das comunicações e hoje está mais parecida com um bumerangue: a cada e-mail respondido voltam outros três pedindo resposta no dia seguinte.

O problema é tão grave que pesquisa feita no livro The Hamster Revolution, de Mike Song, Tim Burress e Vicki Halsey, da Editora Berrett-Koehler (ainda sem publicação no Brasil), mostra que oito mil funcionários de empresas multinacionais gastam, só na leitura e envio de e-mails, cerca de 800 horas anuais, algo como 100 dias de trabalho apenas com e-mails. O prejuízo estimado pelos autores está na casa dos 300 bilhões de dólares por ano apenas nos Estados Unidos.

A questão fica mais complicada ao se analisar o impacto da mobilidade nesta rotina. Além da existência de caixas postais com milhares de e-mails urgentes a serem respondidos na sala de cada executivo, elas também estão disponíveis em qualquer lugar com acesso à internet ou à rede celular via laptops, PDAs ou smartphones.

Em um mundo globalizado, um executivo pode responder e-mails o dia inteiro e desistir de dormir, afinal é sempre horário comercial em alguma parte do globo.

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Essa história acontecia diariamente na Romariz. Atuando no setor de alimentos há mais de 30 anos e baseada em São Paulo, a empresa notou um problema sério com a gestão dos e-mails e o comportamento de seus profissionais com a ferramenta.

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