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A arte de extrair suco de pedra
Del Valle aposta na tecnologia como um dos pilares na criação de oportunidades de crescimento em um mercado cada vez mais competitivo. Nesse cenário, o participativo
e negociador Douglas José Januário rouba a cena como comandante da estratégia.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Manter-se competitiva e principalmente lucrativa em um mercado cada vez mais agressivo e com grande pulverização de fabricantes. Esse é cenário em que se encontra a Del Valle, produtora mexicana de sucos prontos atuante no Brasil desde 1999, e que encontrou em seu departamento de tecnologia um importante aliado nessa briga por mercado.
A ajuda da área de TI não veio apenas no sentido de fornecer sistemas ou aplicações para o restante da companhia. O grande apoio inclui iniciativas que partiram do departamento, com apenas oito funcionários, para melhorar os processos e até adaptar a cultura da empresa em certos pontos determinantes para o crescimento das operações, aspectos que contribuíram em grande parte para eleger Douglas José Januário como o IT Leader 2006 da categoria Alimentos e Bebidas.
O prêmio que consagra Januário também tem a ver com um elemento cada vez mais requisitado dos gestores de TI: a capacidade de driblar orçamentos apertados e reverter tal dificuldade em benefício da empresa. No caso do CIO da Del Valle, a habilidade de negociação foi um atributo exigido desde seu ingresso na companhia, dois anos atrás. Com orçamento enxuto de pouco mais de 1 milhão de reais – para uma empresa com faturamento na casa dos 212 milhões de reais – o executivo precisou utilizar seu poder de barganha inicialmente para estabelecer parcerias e conseguir atualizar a infra-estrutura tecnológica da empresa, fator determinante para impulsionar os negócios.
“A organização tinha problemas sérios com infra-estrutura, existiam links com diferentes fornecedores que ficavam mais tempo fora do ar do que funcionando e principalmente problemas de máquinas montadas, algo que acontecia até com servidores”, relata. Após análises intensas, o CIO conseguiu estabelecer parcerias para hardware com a Dell e de software, com a Microsoft, além de estabelecer um contrato com a Embratel para os links de comunicação que rendeu economia de 4 mil reais mensais para a empresa. “Antes gastávamos 12 mil reais por mês com esse serviço. Hoje, são 8 mil reais”.
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