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Um regente para manter a TI afinada
Formado em composição e regência, César Tadeu Fava, CIO do Senac-SP, acredita que a empresa funciona como uma orquestra, sendo que a principal tarefa do departamento de TI é manter todos os instrumentos – ou setores da empresa – em sintonia para atingir bons resultados.
Por Luiza Dalmazo, especial para o COMPUTERWORLD
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Quando César Tadeu Fava assumiu o cargo de CIO do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), em 1996, a empresa possuía apenas 120 computadores. Atualmente, são sete mil máquinas ligadas em rede e um conjunto de sistemas que suportam as operações das 60 unidades da instituição espalhadas pelo estado de São Paulo. É a responsabilidade de manter essa estrutura e também a continuidade e melhoria da empresa que fazem o executivo lembrar da música, uma de suas principais paixões. “A TI serve para fazer a banda tocar”, compara.
É justamente a implementação de quase tudo o que a área de TI do Senac tem – como os servidores de e-mail, os portais e a conexão geográfica – o que mais orgulha o executivo. “Fico satisfeito de ver que hoje, mais importante do que o telefone, é a troca de informações via e-mail, mensagens instantâneas e outros sistemas integrados que criamos”, afirma Fava.
O primeiro desafio no cargo, há uma década, foi a implementação do servidor de e-mail. No ano seguinte, sem folga, investiu na criação do primeiro portal do Senac e desde lá nunca mais parou. Chegar a esses resultados, entretanto, não foi fácil. O executivo reclama da ausência de fóruns constantes em que se poderia discutir outras iniciativas para o setor. “Temos que garimpar muito para poder trocar experiências. Os próprios fornecedores ainda não conhecem o segmento e isso dificulta ainda mais a busca por novos parâmetros”, reclama.
Mesmo com as dificuldades do mercado ainda em amadurecimento do ponto de vista da TI, Fava segue em frente. Para isso, procura trocar experiências com outros CIOs do setor – assim como da área de serviços – e manter um relacionamento claro e próximo com sua equipe. E como o Senac é uma empresa de educação, ele decidiu internalizar esse estilo para lidar com seus 70 profissionais diretos e terceirizados. “Meu posicionamento é de educador. Tento sempre trazer as pessoas para dentro dos projetos. Ajudo-os inclusive a entender o que querem para suas vidas em longo prazo e mostro como a empresa pode participar desses projetos pessoais”, conta. O principal nesse relacionamento, de acordo com Fava, é ouvir e, a partir disso, provocar. “Essa prática se aplica a algo pessoal ou também sobre a decisão de qual ferramenta adotar.”
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