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Revolução liderada por boas parcerias

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 00h05
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“O que estamos fazendo agora, e que deve ser implementado até o fim do ano, é unir uma série de parceiros, integrando suas soluções em uma plataforma sistêmica única”, explica o executivo. “Não tenho porque desenvolver algo em que empresas mantêm seu foco há 15 anos. Vamos abandonar o sistema in-house e implantar um pacote totalmente customizado para uma trading company.”
O único que será mantido é o pacote de gestão da Datasul. “Ele era muito pouco acionado porque faltavam as integrações. As funcionalidades já existiam, mas não eram utilizadas”, justifica. Agora, segundo Aquino, a solução será explorada em sua totalidade. “Os usuários serão treinados novamente, pois sabiam que o Datasul existia, que tinha ferramentas capazes de atender suas necessidades, mas preferiam que a solução fosse desenvolvida internamente e integrada ao sistema próprio”, diz o CIO.

Metodologias para o bem de todos

Em teoria, a Sab Company não precisa adequar-se a metodologias como a Sarbanes-Oxley ou Basiléia, por exemplo. Na prática, porém, a história é outra. O motivo: a empresa possui cerca de 200 clientes, entre grandes multinacionais e empresas sediadas – ou que negociam com outras companhias – na Europa, Estados Unidos e China, entre outras regiões. “A maioria desses clientes ainda não é pressionada por cumprimento às exigências de regulamentações internacionais, é verdade. Mas mais dia, menos dia, isso será uma obrigação para elas”, prevê Aquino, ciente de que no momento em que começarem a exigir isso desses clientes, a exigência será imediatamente repassada para a Sab.

De olho lá no futuro, ele diz que sua empresa já está preparada para essas leis e regulamentações. “Eu também tenho interesse porque preciso que ele se adeqüe. Se ele é meu cliente, é bom que se ajuste o quanto antes para não correr o risco de perder clientes lá fora”, recomenda. Além disso, o cumprimento das exigências incorre também na redução de custos operacionais e em maior agilidade. “De repente eu ganho dois ou três dias no processo de embarque de uma matéria-prima. Pra mim talvez não faça tanta diferença, mas para quem está esperando pode custar muito.”

Para incentivar a adoção de melhores práticas por seus parceiros, a Sab Company, juntamente com seus parceiros, vai montar workshops para tentar mostrar aos clientes aquilo que eles não estão fazendo, mas que deveriam fazer. “Muitos de nossos grandes clientes ainda não têm nenhuma pressão nesse sentido. Então faremos o inverso. Mostraremos a eles quais os riscos que eles já correm, como podem aprimorar processos e questões de segurança e explicar que se o cumprimento dessas exigências ainda não é uma obrigação, em breve será”, resume.

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