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Só os mais adaptados sobrevivem

Saber dimensionar os recursos e as prioridades na área de TI de forma dinâmica, em uma empresa que nunca pára de crescer, é o maior desafio, mas também a maior habilidade, de Marcos Pelaez, CIO da CSN.

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 00h05
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Como já dizia Charles Darwin, em 1859, quando publicou a obra A origem das Espécies, em um ambiente em constante mutação, só os mais adaptados sobrevivem. Deixando de lado girafas e a evolução de seus pescoços, é possível encontrar no mundo corporativo provas que, na prática, a teoria da evolução se confirma.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é um exemplo real de um ambiente em constante mutação. Desde que foi fundada, em 1941, a empresa vem expandindo negócios tanto no Brasil como em outros países, além de buscar mercado em outros setores de atuação – como mineração e cimento. Para Marcos Pelaez, CIO da empresa há sete anos, esse é o maior desafio na hora de alocar os recursos da área de tecnologia e priorizar os projetos de maior relevância para o momento pelo qual passa a companhia, cujo faturamento foi de 750 milhões de reais no primeiro semestre deste ano. “Vejo nossa área como o grande viabilizador para que todo esse movimento de expansão e diversificação aconteça de forma minimamente estruturada”, enfatiza Pelaez.

Para se ter uma idéia do ritmo expansionista da empresa, a última investida da CSN aconteceu neste mês, quando a siderúrgica anunciou investimentos de mais de 100 milhões de dólares destinados à criação de uma unidade de produção de vergalhões no complexo industrial localizado em Volta Redonda (RJ). A nova usina tem capacidade de produção estimada em 500 mil toneladas anuais e deve ficar pronta em até um ano e meio.

Além disso, no início deste ano a CSN anunciou outras duas usinas com capacidade de produção de três milhões toneladas de placas de aço cada e investimentos estimados em 3,3 bilhões de dólares. Outra meta da empresa é chegar, até 2010, a uma produção de 3 milhões de toneladas de cimento, o que equivale hoje a quase 10% do consumo nacional.

Diante desse cenário, o papel do CIO está constantemente em xeque na medida em que a integração das novas unidades é crucial para o negócio. Por isso, Pelaez acredita que a empresa não pode pensar em tecnologia sem levar em conta seus processos. “Isso já acontece na CSN, mas, em minha opinião, o ritmo deveria ser um pouco mais acelerado”, observa o executivo, perfeccionista convicto.

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