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Só os mais adaptados sobrevivem
Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD
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Flexibilidade de modelo
O sonho de Pelaez é estruturar a área de TI da siderúrgica de modo a funcionar como uma fábrica de software, identificando problemas e desenhando soluções para cada unidade que compõe o grupo. “Vejo isso como um modelo ideal, mas sei que não posso ficar preso em uma camisa de força. A idéia é centralizar os processos sempre que possível, mas também rever essa estrutura quando for necessário”, detalha o CIO.
Para facilitar a árdua tarefa de integrar soluções tão heterogêneas, adotadas tanto nas unidades nacionais quanto nas empresas adquiridas pela CSN nos Estados Unidos e em Portugal, Pelaez já adota de forma bastante madura a terceirização de serviços básicos como impressão, telefonia e redes de comunicação, embora ainda prefira manter sob seu controle todas as atividades de infra-estrutura e operação de sistemas. Nas unidades da empresa no exterior, a integração ainda está numa fase inicial, incluindo apenas a padronização de software e de políticas de segurança.
“Esse ainda é um trabalho imenso que precisa ser feito”, admite o executivo. Outras duas ferramentas adotadas por Pelaez para ajudar no gerenciamento da enorme estrutura da siderúrgica foram a criação de um comitê de usuários-chave da CSN, que o auxilia na hora de decidir as demandas prioritárias em tecnologia, e a formação de uma área de governança. Criada há oito meses, a equipe alocada está revendo todos os padrões em vigência na CSN, adequando os processos que estão em desacordo com as normas e revendo as metodologias e formatos necessários para adequação à lei Sarbanes-Oxley. “Nossa meta é criar um modelo que primeiro funcione internamente, mas que depois possa ser replicado nas operações externas”, detalha o CIO.
Vem mais aí
Os próximos passos de Pelaez passam por três pontos-chave. O primeiro é o reposicionamento da intranet da empresa, que já provê serviços básicos aos colaboradores, mas ainda não é vista como uma ferramenta estratégica para facilitar outros processos. “É mais um trabalho cultural porque como ela já funciona bem, é complicado para o usuário entender que essa ferramenta, apesar de eficiente, pode oferecer muito mais”, diz o executivo.
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A segunda área que também oferece recursos, mas que pede avanços significativos, é a de business intelligence. Apesar de contar com um datawarehouse robusto, boas ferramentas de extração de relatórios, base de informações gerenciadas e bancos de dados, a CSN ainda não adota uma solução estruturada de BI. “Precisamos de ferramentas mais modernas para agilizar o acesso às informações. Além disso, com o ritmo atual de aquisições, sinto que nossa necessidade só aumenta”, revela um ansioso Pelaez.
O terceiro pilar passa pelo uso de soluções de balanced scorecard. “É uma mudança que vem pra ficar, mas tem um ritmo próprio para acontecer”, avalia. Alguns indicadores já são adotados pela área de operações da CSN, sob o comando do Chief Operation Officer (COO) da empresa, mas ainda não foram disseminados em toda a estrutura.
Mesmo com todas essas iniciativas em andamento, o CIO da CSN acredita que hoje a atuação da área de TI é tática, mas que poderia ser vista pela cúpula da empresa como um recurso mais estratégico. Apesar de ter que oferecer altos níveis de serviço na parte operacional, de infra-estrutura e de disponibilidade das aplicações, com custos cada vez menores, o executivo ainda não conta com um assento no conselho de administração da empresa. “Sei que tenho a importância reconhecida e sou um dos viabilizadores das ações da CSN em âmbito mundial, mas ainda atuo num dos setores mais tradicionais da economia. Tenho consciência de que ainda existe um longo caminho a percorrer antes de mudar o papel de TI dentro de uma empresa com as características da CSN”, conclui Pelaez.
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