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Bem-estar em TI

Por Ana Paula Oliveira, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 00h05
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Uma das atuações mais maduras da empresa passa pela governança de TI. Enquanto outras companhias começam a olhar agora para a padronização de processos, a fabricante de cosméticos já tem na normatização uma prática usual. “Desde 1996 desenvolvemos uma cultura voltada para esse aspecto, com um comitê de usuários para cada área, com encontros mensais formalizados e indicadores estabelecidos”, conta Flammia, acrescentando que em 2005 a IBM foi contratada para revisar todos esses controles e adequar o que fosse preciso de acordo com as últimas normas mundiais.

Também se destaca por seu pioneirsmo, principalmente quando se olha para os departamentos de TI de outras empresas, com budgets sempre ajustados no limite, a ausência de “chargeback” ou a alocação dos custos de tecnologia em cada área da companhia de acordo com a utilização dos mesmos. “Felizmente posso dizer que até agora não temos restrições quanto aos custos dos projetos de TI”, admite o executivo.

Apesar de contar com orçamentos anuais e diretrizes básicas de quanto cada uma das áreas pode gastar, nenhum departamento da Natura deixa de sugerir ou implantar um projeto por restrição nos custos. O motivo? Por incrível que pareça, é o bem-estar do usuário. “Não queremos inibir as boas idéias e demandas simplesmente por causa do dinheiro. Eles sugerem livremente e nós avaliamos cada sugestão de forma racional, mas sem o peso de um budget que não conta com possibilidades de expansão”, conta.
Apesar disso, Flammia admite que em algum momento esse modelo deve ser revisto. “Mas não acredito e nem espero que isso aconteça nos próximos anos”, conclui, de muito bom humor, o diretor de tecnologia da Natura, para quem a expressão bem-estar é uma métrica real de desempenho.

Parece mentira, mas não é

Apesar de grande parte das corporações contarem com orçamentos super enxutos para suas áreas de TI, na Natura ocorre o inverso. A companhia conta com um orçamento anual, mas nunca restringe as demandas de tecnologia usando as finanças como limitador. “Não queremos inibir as boas idéias dos usuários simplesmente por causa do dinheiro”, conta Ítalo Flammia, diretor de tecnologia da empresa.

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