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Com boa gestão, pouco investimento faz muito

Renato Braga Nunes, gerente de TI da ALE Combustíveis, readequou a infra-estrutura de TI, adotou uma forte governança, aprimorou a rede VoIP e ainda implementou políticas de segurança com um orçamento que não supera 1,5 milhão de reais.

Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 00h05
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Projetos de redes de voz sobre IP (VoIP) e de segurança, verticalização de servidores, automação da força de vendas e implementação de uma pesada governança de TI são parte da lista de ações regidas no último ano pelo mineiro Renato Braga Nunes, gerente de TI da ALE Combustíveis. Boa parte de seus últimos 12 meses também foi dedicada à revisão e readequação de toda a infra-estrutura tecnológica da companhia, utilizada por quase 400 funcionários.

Até aqui, nada de extraordinário, certo? Errado! Concretizar os projetos listados acima nem seria tarefa das mais difíceis para um CIO com orçamento de dezenas de milhões de dólares. Mas este não é o caso de Nunes. Na distribuidora de combustíveis, o orçamento da área de TI é composto por menos de 0,5% da receita anual da companhia, que em 2005 totalizou 2,6 bilhões de reais. Isso significa que todas as iniciativas foram implementadas com algo perto de 1,5 milhão de reais, o que só foi possível porque Nunes garante conhecer exatamente – e com detalhes – o custo de cada um dos projetos solicitados e executados. “O segredo está na boa gestão do budget. Especialmente quando esse budget não é renegociável [caso da ALE]”, destaca o responsável pela área de TI da distribuidora.

Nunes conta que decisões que envolvam tecnologia são todas tomadas por sua área. Nada mais justo, já que é do seu orçamento que sai a verba. “Avaliamos as demandas de cada área e fazemos estudos de viabilidade técnica, financeira e de negócios. Em alguns casos, descobrimos que a necessidade pode ser suprida por alguma ferramenta já implementada”, afirma. Ele conta que cada demanda tem um profissional de TI envolvido. “Tem de saber vender, negociar e administrar”, diz.

O executivo assegura ainda que os estudos não se limitam apenas ao período que antecede a implantação de uma tecnologia. Também são realizados posteriormente para provar os seus resultados e a maior produtividade. “Só assim conseguimos a credibilidade das outras áreas e da diretoria”, observa. 

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