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Com boa gestão, pouco investimento faz muito
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Em maio de 2002, quando chegou à ALE, Nunes tinha a missão de estruturar uma área de TI praticamente inexistente, controlada por pessoas sem qualquer conhecimento técnico. Como cada área determinava os seus investimentos em tecnologia, sem seguir nenhum padrão ou plataforma determinada, Nunes deparou-se com uma série de sistemas incapazes de se comunicar. Além disso, ele lembra que o “departamento” contava com apenas dois profissionais, dedicados exclusivamente a suporte. “Eram chamados de ‘os caras’ do suporte, não importando se tinham certificações em determinadas tecnologias ou especializações de outras espécies”, recorda o executivo, ressaltando que a estruturação da equipe começou naquele momento.
Seu time, hoje, é formado por nove profissionais, incluindo ele: seis diretos e outros três indiretos. Estes sim, dedicados de fato ao suporte técnico. Conforme comprovou resultados, passou a ter voz junto ao board da organização. “Hoje, participo de todas as reuniões de diretoria”, orgulha-se. Nunes conta que, apesar da estruturação, todo o desenvolvimento de sistemas é feito externamente. “Temos cerca de cinco empresas com as quais costumamos trabalhar”, revela. “O que não quer dizer que não possamos ir atrás de outro parceiro conforme a nossa necessidade”, complementa.
Mesmo terceirizado, o desenvolvimento não escapa do crivo da equipe interna de TI. Nunes destaca que o gerenciamento e controle das iniciativas de TI na ALE Combustíveis são apoiados nas melhores práticas de mercado, especialmente as diretrizes incluídas no framework do Cobit (Control Objectives for Information and related Technology) e aquelas da biblioteca ITIL (IT Infrastructure Library). “Na hora de mostrar ao desenvolvedor aquilo que precisamos, o fazemos de maneira organizada, com base no Cobit”, diz o executivo.
Nunes revela que não possui em sua equipe nenhum profissional certificado em Cobit, embora sigam as suas diretrizes, mas , dois dos nove profissionais estão certificados em ITIL. Ao disseminar estas práticas internamente, Nunes garante que não só a cultura da área de tecnologia, mas de toda a empresa vem mudando. “Hoje as solicitações são feitas com mais cuidado e a maioria parece ter compreendido os benefícios de fazer documentações”, celebra.
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