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Holofotes voltados para o Brasil
Há duas décadas na Rhodia, Fernando Birman, CIO da companhia há quatro anos, não só ajudou a transformar a
subsidiária nacional no maior pólo de TI fora da matriz, como também influenciou a instalação de um centro mundial de competência em infra-estrutura no País.
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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Encontrar um diretor de tecnologia que não lide exatamente com hardware e software é tão incomum como descobrir um médico que tenha aposentado o estetoscópio. Mas esses profissionais existem e são cada vez menos raros. Fernando Birman, CIO da Rhodia na América Latina, é um dos exemplos de que não só é possível gerir a tecnologia de uma grande organização sem focar em bits e bytes, mas, mais importante, fazê-lo bem-feito.
Neste caso, fazê-lo bem-feito significa nada menos do que transformar a subsidiária nacional no maior pólo de tecnologia da informação da Rhodia fora da matriz, estabelecida na França. Há quase cinco anos Birman trabalha para promover as capacidades brasileiras e tornar o País um centro mundial de profissionais de TI. “Este ano o sonho se concretizou”, comemora o executivo, que conseguiu trazer para cá diversos projetos globais de tecnologia, infra-estrutura e sistemas. “É um trabalho que ainda tem que evoluir muito, que não acaba nunca. Podemos perder o espaço conquistado amanhã”, alerta. Além do estabelecimento de grandes projetos no Brasil, a concretização do sonho pode ser vista no fato de muitos brasileiros estarem sendo alocados para implementar SAP nas instalações da Rhodia nos Estados Unidos.
Para alcançar a meta imposta no início da década, o diretor da empresa petroquímica contou com o apoio de toda a sua equipe, formada atualmente por mais de cem pessoas. “Foi fundamental que todos entendessem as nossas prioridades, metas e ambições”, disse. “Só assim toda a organização pôde caminhar em busca de um objetivo comum. Todos trabalharam para promover a organização brasileira.” Além disso, Birman vem trabalhando junto a outros CIOs para promover a TI brasileira – ele faz parte do Grupo de Executivos de TI (GETI) e participa ativamente do “Americas SAP User’s Group” (Asug), grupo de usuários SAP que ajudou a fundar no País, entre outras associações de executivos mundo afora.
O modelo de liderança exercido por Birman passou por uma reformulação – parte da mudança na governança da empresa, em andamento há cerca de dois anos. Ele explica que, se antes tentava resolver o problema do cliente de qualquer jeito, hoje tem uma relação muito mais formalizada, com base em contratos, com acordos de níveis de serviço (SLAs) estabelecidos. “Deixamos [a equipe brasileira de TI] de enxergar uma organização estritamente latino-americana, ou até mesmo apenas brasileira, para enxergá-la com uma organização mundial”, diz. “E quando se tem uma evolução tamanha, não dá pra se preocupar com coisas pequenas, mas apenas com o todo”, completa. Para dar uma idéia da mudança, ele conta que até pouco tempo atrás, se visse um mouse quebrado, providenciava a sua troca. “Hoje a tarefa de liderança passou a ser garantir o cumprimento de níveis de serviço e buscar a máxima profissionalização da equipe” relata.
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