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Holofotes voltados para o Brasil
Por Fernanda Ângelo, do COMPUTERWORLD
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A Rhodia acabou com a administração regionalizada, na qual a área de tecnologia de uma subsidiária respondia ao principal executivo daquela mesma unidade. Ao ser tratado como parte do todo, o departamento no Brasil ganhou a autonomia necessária para que conseguisse fazer movimentos como, por exemplo, alocar competências no País. “Isso acontece porque a TI não depende dos negócios da Rhodia no Brasil ou na Europa. É uma decisão sobre a qual a área tem autonomia”, explica Birman, acrescentando que o fato de não ratear custos com outras áreas facilita a tomada de decisões mais inteligentes. “É possível otimizar a operação e os recursos de tecnologia olhando a área como um todo. Justamente por conseguir visualizá-la como uma única área é que conseguimos aumentar a equipe brasileira”, garante.
Mas nem só a vantagens se resume o novo modelo de governança corporativa. Agora, os projetos locais de TI concorrem em nível de prioridade com aqueles da Ásia e Índia, por exemplo. “Essa é a desvantagem de ter uma organização global”, admite Birman. Por outro lado, ele foi um dos grandes apoiadores do desenvolvimento da gestão dos riscos envolvidos em cada disciplina da tecnologia na Rhodia nos últimos tempos. E a gestão de risco é exatamente um dos fatores analisados na hora de aprovar um projeto. “Tentamos obedecer às prioridades mundiais e, dentro delas, atender às demandas locais”, afirma.
Na contramão do mercado, ao trazer projetos para o Brasil, ele conseguiu aumentar a receita de TI no País em 20% nos últimos três anos. E o orçamento cresceu 10% em 2006, na comparação com 2005, e deve ser 10% superior em 2007, quando comparada ao budget deste ano. “É um crescimento muito significativo, maior do que o da indústria química. Além disso, a Rhodia não cresceu no Brasil”, destaca.
Não restam dúvidas que sua capacidade de relacionamento – e o importante papel que Birman já desenvolve na Rhodia em âmbito mundial – influencia positivamente a área e projetos de TI sob seu comando. Também não se questiona que todo o envolvimento com pares do setor, bem como a perseverança em manter-se sempre atualizado sobre as novidades do mercado seguramente ajudaram o executivo a chegar à posição em que está hoje. Tanto é assim que ele tem passado boa parte de suas férias de terno e gravata, traje que não costuma utilizar nem mesmo no dia-a-dia na Rhodia. O executivo conversou com o COMPUTERWORLD durante o encontro do Asug, realizado no último dia 15. Dali, no mesmo dia, seguiria para outro evento de tecnologia em São Paulo. E um detalhe: esta não foi a única ocasião profissional em que Birman foi visto neste seu mês de férias. “Se não for desta forma, não consigo sair de férias”, admite o diretor, que segue a passeio para a Europa, onde deve aproveitar para reunir-se com os executivos na matriz da companhia.
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