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Ousadia a toda prova
Linux em todas as lojas há 9 anos e RFID já em testes são dois exemplos do trabalho de Luiz Agnelo Franciosi,à frente da área de TI das Lojas Renner,agora reconhecido como IT Leader,à frente da área de TI.
Por Andrea Giardino, especial para o COMPUTERWORLD
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Não é à toa que o gaúcho Luiz Agnelo Franciosi, 50 anos, gerente-geral de TI da Lojas Renner, é um dos profissionais de mais reconhecidos no mercado de tecnologia. Sua trajetória inclui 23 anos de empresa, metade deles exercendo a função de CIO.
Com um estilo de liderança bastante ousado para quem atua no mercado varejista, Franciosi nunca pensou duas vezes antes de inovar: adotou o Linux como sistema operacional há nove anos para os PDVs (equipamentos de ponto de vendas), esboçou um projeto de RFID (identificação por radiofreqüência) com um tipo de etiqueta que ainda não chegou ao Brasil, testou sistemas biométricos e não hesita em parar tudo que está fazendo para ouvir sugestões dos clientes da empresa. O executivo garante que não tem o menor medo de arriscar. “O CIO precisa estar perto das áreas de negócios e antecipar necessidades dos gestores. Quem não se encaixar nesse perfil, terá vida curta ou continuará como gerente técnico”, defende.
A área de tecnologia – e Franciosi, mais especificamente – possui um papel tão importante na estrutura organizacional da companhia que está presente em quase todas as reuniões do alto escalão. O executivo, sempre que pode, participa dos encontros diários entre diretores e presidentes da Renner, logo no início da manhã. Além disso, faz parte de um comitê, responsável por traçar as diretrizes e estratégias da cadeia de varejo, bem como aprovar o orçamento anual.
Já a administração do budget de TI, que este ano é de 12 milhões de dólares, fica nas mãos do CIO. No entanto, os gastos ligados a cada área da empresa são alocados no planejamento dos respectivos diretores. Essa descentralização acabou tirando do departamento de TI todo o peso dos altos custos. “Nós avaliamos os custos com tecnologia das áreas, mas quem paga a conta são eles”, explica Franciosi.
Apesar do orçamento de TI ser anual, há um planejamento de longo prazo, redefinido a cada três anos. Avaliações constantes são feitas por Franciosi e sua equipe, com o objetivo de acompanhar o crescimento da rede, que abriu capital na Bolsa ano passado e prevê investimentos agressivos, estimados em 105 milhões de reais, no programa de expansão. A meta é chegar a um total de 79 pontos de venda até o fim de 2006.
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