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Ousadia a toda prova
Por Andrea Giardino, especial para o COMPUTERWORLD
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A Renner, atualmente, conta com mais de sete mil funcionários e só no primeiro semestre reportou uma receita líquida de 608,7 milhões de reais, 27,6% a mais do que a registrada no mesmo período de 2005. “Espero continuar no grupo daqui a cinco anos e ver a inauguração da centésima loja”, planeja o CIO, que está na empresa desde quando esta tinha uma tímida presença no mercado, com apenas 11 lojas.
12 meses de suor
Como para coroar sua longevidade corporativa, o CIO promoveu ao longo de 2005 uma profunda mudança na área de TI, considerada por ele uma verdadeira quebra de paradigmas. O salto da Renner exigia de sua equipe um enorme desafio: criar ferramentas de gestão capazes de melhorar o nível das informações sobre os produtos disponíveis em cada loja. Isso ao mesmo tempo em que era preciso fazer uma reengenharia nos processos, que atingiria as áreas de planejamento, compras, logística e vendas.
Em março, um novo sistema de gestão entrou em operação, com foco no varejo. Desenvolvida pela Retek, companhia adquirida pela Oracle, a solução é composta por sete módulos integrados. “O escolhemos por ser considerado um dos melhores sistemas de controle de estoque do mundo”, afirma o gerente-geral. “E mais. Saímos na frente e fomos a primeira empresa a implantá-lo no Brasil, além de usá-lo em ambiente Linux.”
Hoje o negócio é administrado por uma estrutura que conta com um ERP desenvolvido internamente pela equipe de TI da Renner, já integrado ao aplicativo da Retek e a uma solução de business intelligence da MicroStrategy. A implantação do novo sistema durou cerca de oito meses, um tempo recorde, segundo o CIO, e envolveu a adoção de cinco módulos.
Pelo modelo adotado, a solução da Retek cuida de toda a parte crítica de vendas: planejamento, gestão de preços, crédito, distribuição e análise de resultados. Já o legado se encarrega dos demais processos relacionados à gestão do negócio, como faturamento, logística e a parte fiscal. O banco de dados por trás dessa estrutura é Oracle e dele são extraídos os dados para o BI, que fornece relatórios e consultas gerenciais a quase 175 usuários. Apesar do pouco tempo de uso, a solução já trouxe ganhos, principalmente no que se refere à gestão dos produtos nas lojas. “Antes, não dava para administrar o tamanho e a cor, só a categoria do produto”, detalha Franciosi.
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