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Ousadia a toda prova

Por Andrea Giardino, especial para o COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2006 - 00h05
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Mais perto que nunca

Outro ponto de destaque recente foi a centralização da estrutura de TI. Antes, a Renner mantinha bases remotas, com informações que pertenciam às redes locais de cada loja, que tinha um banco de dados com cadastro de crédito, por exemplo, além de informações corporativas. Com a implantação do sistema da Retek, as unidades mantêm autonomia apenas para atividades essenciais – os cadastros não ficam mais nas lojas, só aquilo que é imprescindível para os processos de vendas.

Também foram realizadas na área de segurança, que passou a contar com quatro níveis de defesa. Para cada unidade remota, há uma rede frame relay e dois links adicionais que rodam VoIP, permitindo o tráfego de imagem, voz e dados pelo mesmo canal de comunicação. Na parte de estrutura, Franciosi revela que optou pela fusão de três áreas: manutenção de equipamentos, help desk e produção ficaram concentradas em uma nova divisão, operações, comandada por um único gestor.

O CIO pretende, agora, substituir o Lotus Notes em todo o backoffice para o Collaboration Suite, programa de e-mail da Oracle, em um prazo de 60 dias. A Renner quer ainda trocar de ERP, após avaliar os sistemas disponíveis no mercado. O objetivo é substituir o sistema caseiro por algo mais robusto. 

Também está na planilha de projetos a implantação dos dois módulos do Retek que faltam. E já foram feitos testes de aplicação web para o portal de relacionamento com o cliente. “Queremos que o consumidor possa pagar suas compras pela internet, via TEF [transferência eletrônica de fundos]”, adianta. Em março, parte dos produtos financeiros da rede foi implantado, como o de crédito pessoal e capitalização – no varejo atual, a oferta desses produtos é uma das maiores fontes de renda.
Franciosi adianta que em outubro sua meta é colocar em produção o módulo Retek de planejamento comercial, uma das prioridades de TI. Quanto às práticas de governança corporativa, o executivo conta que departamento adota práticas de ITIL e Cobit . E nenhum projeto sai sem antes ser totalmente avaliado e revisado.

Diante de tantos desafios, o CIO garante que não leva trabalho para casa e costuma esquecer do notebook assim que sai de sua sala. “Raramente faço hora extra. A receita para enfrentar dias de intensa pressão é amar muito”, afirma Franciosi, que diz ter a família em primeiro lugar e buscar flexibilidade nos horários para dar atenção em casa. Ousadia é isso.

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