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Sem perder a calma, jamais
Com seu jeito calmo e equilibrado, Luiz Gonzaga de Oliveira Simões é peça-chave no processo de consolidação e modernização da infra-estrutura que suporta o furacão de crescimento de 900% nas operações da Bovespa.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Quem observava o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) alguns anos atrás podia até apostar que no pano de fundo daquele furor todo de operações estava um CIO não menos acelerado. Provavelmente um executivo capaz de encarnar o jargão de disponibilidade 24 por 7 e que tomava decisões na mesma velocidade dos negócios. Enganam-se, porém, os que carregam tal imagem. Com discurso manso e equilibrado, Luiz Gonzaga de Oliveira Simões é mais parecido com os moldes atuais do pregão da Bovespa: organizado e sem lugar para o atabalhoamento. “Problemas existem, mas manter o sangue frio é necessário. Se entrar no desespero não sai nada. A estratégia é integrar as áreas e achar a melhor solução para aquele momento”, resume, descrevendo sua melhor forma de atuar.
Certamente essa postura favoreceu o trabalho de Gonzaga à frente da TI da Bovespa nos últimos 12 meses e, com isso, o ajudou a se consagrar o IT Leader da categoria Finanças. Não porque o momento seja de calmaria, mas, pelo contrário, já que o período tem exigido do gestor um conjunto adicional de habilidades para gerenciar a expansão da infra-estrutura da Bovespa em suporte ao crescimento vertiginoso das operações – de nada menos do que 900% entre 2004 e o primeiro semestre deste ano, passando de 10 mil para 100 mil operações.
Em acompanhamento a esta expansão é que Gonzaga – dono de um orçamento anual de TI na casa dos 20 milhões de reais – tem trabalhado nos últimos meses para consolidar estratégias já explicitadas como curinga para sustentar o crescimento das transações. Entre elas estão a migração do ambiente mainframe para plataforma HP, Intel e Microsoft, estratégia que deve ser concluída até 2007, e também a interligação da rede de dados da Bovespa à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e à Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), prevista para ser concluída até o mês de setembro. As três instituições estarão unidas por meio da Rede de Comunicações da Comunidade Financeira (RCCF), implantada pela Primesys, algo que deve trazer melhorias na qualidade da transmissão e organização dos dados, segundo Gonzaga. “Nesse projeto em especial, algo que mais foi demandado de mim foi a capacidade de negociação, principalmente em virtude da criticidade das operações”, pondera.
Mas a sintonia da área de TI com o momento de expansão pelo qual passa a Bovespa vai muito além de projetos pontuais como esses. Tem a ver com o desenvolvimento de conceitos e procedimentos que acabaram ajudando a empresa como um todo a ganhar em competitividade e caminhar rumo ao crescimento sustentável. E nessa caminhada o executivo não está só: conta com os prós de manter um relacionamento estreito com os CIOs das bolsas mundiais e a partir daí compartilhar experiências que coloquem a Bovespa no mesmo patamar de tecnologia dos mercados internacionais.
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