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Sem perder a calma, jamais
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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“Fazemos parte da World Federation of Stock Exchanges (WFE), organização que se reúne a cada dois anos no Massachusetts Institute of Technology (MIT) para trocar conhecimentos na área de TI. Na penúltima reunião, no final de 2003, o assunto do momento era a consolidação do ITIL. Trouxe a idéia para cá, apresentei à diretoria, que aprovou as ações e começou a implantar o projeto”, explica. Tal iniciativa mudou a forma de trabalho de boa parte da equipe de TI – hoje composta por 270 contratados e 80 terceirizados –, viabilizando mais controles dos processos e dando mais transparência ao modelo.
Outra iniciativa inspirada nos modelos internacionais e que tem contribuído para o aprimoramento constante da gestão de TI na Bovespa é a criação de um comitê que integra as áreas de tecnologia e de negócios em torno das demandas de cada área. Os processos passaram a ser formalizados em documentos específicos, o que facilita até mesmo a cobrança por resultados. “Temos impulsionado um envolvimento mais forte do usuário. Ele apresenta as demandas, que, até um certo valor, podem ser aprovadas pelo gerente da área. Acima desse montante, a solicitação vai para um comitê de tecnologia com nove membros, sendo três da área de informática e seis das áreas de negócios”. Todos os diretores das áreas de negócios, incluindo o CEO, participam desses encontros, que acontecem quinzenalmente. Os benefícios? Mais transparência, melhor organização e menor incidência de erros na entrega de um projeto.
Quase um céu de brigadeiro
Nesses 12 últimos anos na Bovespa, 8 deles como CIO, Gonzaga já percorreu um longo caminho no que diz respeito à modernização da infra-estrutura e da gestão de TI na instituição. No entanto, ao que tudo indica, ainda existe um outro tanto – igual ou até maior – a ser percorrido para acertar certos detalhes que o executivo considera vitais para a boa gestão da área. Entre elas está a forma como é feita a análise do retorno dos projetos de TI frente aos negócios-chave da empresa, no caso, qual a contribuição que eles dão para aumentar a competitividade da Bovespa. “Precisamos aprimorar a parte de avaliação desse retorno. Hoje o processo é mais informal. Quando conseguimos implantar um projeto, comemoramos o feito e acompanhamos o que está acontecendo mais de longe. Um processo mais formal, com análise de aplicações e projetos ainda não foi nosso foco. Acredito que em médio prazo estaremos mais maduros para fazer esse monitoramento”, ressalta.
Para os próximos meses, as perspectivas de Gonzaga estão centradas em novas estratégias relacionados a Enterprise Process Management (EPM) e sistemas wireless, além daqueles projetos já iniciados na área de infra-estrutura. Mas acima das tarefas pontuais, o executivo aponta que inovação é a palavra de ordem para conduzir os trabalhos da área nos próximos tempos. “Inovação é importante para nós principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de ferramentas que apóiem as operações da Bolsa. Entre elas, como tornar mais ágil a entrada de uma certa transação ou suportar maior volume operacional”, comenta. Com o mercado de capitais em franca expansão, com certeza, trabalho para ampliar é o que não vai faltar.
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