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Avanços efetivos nas agendas dos CIOs
Por Equipe Computerworld e Sérgio Alexandre Simões
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Essa última categoria, por sua vez, apresentou crescimento de 37% em 2006 em relação ao ano passado, mostrando que a definição e a implementação de metodologias de gestão de riscos está cada vez mais intensa entre os executivos de tecnologia.
Tal resultado pode ser reflexo direto de exigências regulatórias, mais notadamente da lei norte-americana de transparência e boas práticas corporativas Sarbanes-Oxley. A regulamentação foi a mais citada pelos participantes do estudo como controle exercido sobre suas empresas, à frente até mesmo da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). Como mais de 30% das companhias cujos executivos integram a lista de IT Leaders faturaram mais de 3 bilhões de reais em 2005, nada mais natural.
Na ABB – Asea Brown Boveri, o trabalho de adequação a Sarbox, iniciado em agosto do ano passado, demandou, além de novos projetos e ferramentas, uma mudança de cultura para todos os profissionais da empresa – e o pontapé inicial foi dado exatamente pelo time de TI. “As áreas de negócios estão se adequando a controles que antes não tínhamos. Um exemplo disso é que a SOX exige o bloqueio de acesso a determinados sistemas. Com essa regra, a adaptação cultural foi um grande desafio”, aponta o CIO Gastão José Goulart Azevedo, IT Leader 2006 na categoria Indústria Automotiva.
Nesse processo, além de melhorar os controles, a ABB também incorporou diversos aspectos de governança de TI que não eram tão difundidos antes da lei, apoiados na biblioteca ITIL (Information Technology Infrastructure Library) e no Cobit (Control Objectives for Information and related Technology). Segundo Azevedo, algumas diretrizes de ambos parâmetros foram integradas exatamente para apoiar a adequação à Sarbanes-Oxley.
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