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Casamento de uma vida toda
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Fidelidade à toda prova
Desde que iniciou sua vida profissional – com 14 anos – Cuoco não passou por outra empresa além do Itaú, onde ingressou como aprendiz arquivista. “Logo após a morte do meu pai, eu precisava trabalhar e ingressei no Banco da América, que viria a ser comprado pelo Itaú – na época Banco Federal de Crédito – anos depois”, conta.Tempos mais tarde, com a entrada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo no curso de engenharia mecânica, o então universitário passou a ter contato com a tecnologia, por meio de cursos realizados na própria instituição. Nesta etapa, foi transferido para o nascente departamento de processamento de dados do banco, incorporado em 1969.
O momento não simplesmente marcou a entrada de Cuoco na instituição,como também consolidou uma fase em que o Itaú dava os primeiros passos em direção àquela que considerava modernização tecnológica. Cinco anos antes, o banco havia adquirido seu primeiro computador IBM e apostava alto naquela estratégia que permitiria acelerar todo o desenvolvimento de sistemas de processamento.
Mas algo destoava entre o jovem executivo e seus demais colegas de faculdade: apesar de recém-formado, já contava com nada menos do que cinco anos de experiência, aspecto positivo o suficiente para assumir o cargo de gerência na área de processamento
de dados. E foi exatamente no início da década de 70 que Cuoco conheceu Carlos Eduardo Fonseca, o Karman, que ocupava a gerência de desenvolvimento de sistemas e que se tornou um grande parceiro – e admirador – ao longo da carreira. “Desenvolvemos uma amizade muito grande, o Renato tem características muito especiais, como dedicação total ao trabalho, grande preocupação com a evolução de seus funcionários e os objetivos sempre determinados”,conta Karman.A amizade também gerou uma competição saudável entre as duas áreas e conseqüentemente entre os dois colegas, algo que contribuiu para o espírito inovador de Cuoco.
O momento do Itaú realmente demandava inovação e trabalho duro, já que a instituição dava seqüência à sua política de aquisições de outros bancos. “As metas principais do gestor estavam em fazer com que o processamento de dados fosse peça fundamental para padronizar os procedimentos de fusão e criar um processo operacional único. Os maiores desafios estavam em digerir rapidamente os desencontros e implantar esses novos modelos de TI”, completa.
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