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Quando o reconhecimento começa em casa

Aposta no crescimento profissional de sua equipe faz com que funcionários projetem a credibilidade que têm na Microsoft também para o mercado.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

30 de novembro de 2006 - 08h00
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Existe um termo em inglês que diz “walk the talk”. A expressão refere-se ao cumprimento de alguma promessa feita, honrar a palavra, enfim, fazer o que se prega. É uma diretriz como essa que tem regido as operações da Microsoft Brasil, algo que contribuiu para a companhia ser a empresa de destaque na dimensão Credibilidade, segundo a avaliação do Great Place to Work Institute sobre as melhores empresas de TI e telecomunicações para trabalhar no País. “As regras são claras, não tem ‘caixa preta’ por aqui. Existe a sensação de transparência e as pessoas sabem o que esperar da empresa”, comenta Cláudio Neszlinger, diretor de Recursos Humanos.

Mesmo que possa parecer, a estrutura não chega a ser rígida e nem gera desavenças entre os funcionários. Apenas delineia, segundo o executivo, os caminhos por onde os profissionais devem seguir para crescer na carreira. “Existe a clareza e a objetividade em relação à nossa prioridade, que é o desenvolvimento profissional dos funcionários”, ressalta, enfatizando ainda que essa política traz maior tranqüilidade à equipe, que sabe, de fato, o que esperar da companhia.

Mas, obviamente, nem só de regras explicitadas cria-se um ambiente eficiente – e motivador – para seus profissionais. Diante disso, a Microsoft tem recorrido a pesquisas periódicas para saber quais pontos de melhoria e programas podem ser criados. O levantamento avalia as impressões do funcionário sobre todos os aspectos do empregador, os objetivos, o ambiente físico e os benefícios. Todos os gerentes com cinco ou mais funcionários recebem esse relatório que protege a identidade do funcionário. Segundo Neszlinger, o índice de adesão chega a 80%.

Na avaliação de Michel Levy – recém-chegado, mas não menos integrado presidente da subsidiária brasileira –, pesquisar a satisfação dos funcionários é tão importante quanto saber as necessidades do mercado. “Assim como realiza pesquisas amplas para saber o que o seu usuário quer na próxima versão de seus produtos, ela também ouve os funcionários consistentemente e elabora políticas para atender as ansiedades profissionais de seus colaboradores”, afirma, em entrevista por e-mail.

A partir de levantamentos como esses a companhia criou programas de valorização do funcionário em três frentes. A primeira delas leva o nome de Ritmo e prioriza o bem-estar e a qualidade de vida da equipe. Como fruto dessa formação a Microsoft criou um subgrupo destinado a reuniões de estímulo ao emagrecimento – com encontros semanais do Vigilantes do Peso –, além de convênios com academia e grupos de corrida. “De 2004 a 2006, a avaliação de equilíbrio de trabalho com vida pessoal e qualidade de vida melhorou 11 pontos percentuais”, complementa Neszlinger.

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