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Excelência profissional é aqui

19 de julho de 2007 - 01h00
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Uma das concorrentes da Intelig, a gigante Telefônica, que em 2006 figurou pelo segundo ano consecutivo na lista, estabeleceu como objetivo da atual gestão – comandada por Antonio Carlos Valente desde janeiro deste ano – ser “a melhor empresa para trabalhar em TI e Telecom até 2010”, conforme registrado no Informe de Responsabilidade Corporativa do grupo, divulgado no início de julho. Para se ter uma idéia de como a premiação valoriza empresas de tamanhos os mais diversos, enquanto a Intelig tem 680 funcionários, a Telefônica no Brasil emprega quase 65 mil pessoas.

Apesar dos bons resultados, ainda há muito que melhorar: o nível de satisfação das empresas analisadas na chamada lista nacional (estudo realizado pelo GPTW com corporações de todas as áreas de negócios há 11 anos) é até 12 pontos percentuais superior ao dos profisionais da indústria de TI e telecom. De acordo com a pesquisa, a principal diferença está em quesitos como distribuição de lucros, maior equilíbrio entre volume do trabalho exercido e salário e a oferta de benefícios únicos, diferenciados.

Satisfação que supera o nível salarial

Mas não imagine que essas diferenças diminuem a avaliação das empresas. Afinal, no modelo de gestão sobre o qual a Kaizen foi criada, tendo como premissa o bom ambiente de trabalho, fez com que a companhia superasse inclusive a defasagem salarial ou a lista modesta de benefícios que apresenta e continuasse em destaque na percepção dos funcionários. Eleita a Melhor Empresa de TI e Telecom para

Trabalhar em 2007, a companhia, mesmo após uma revisão dos cargos e salários, ainda apresenta remuneração 7% defasada em relação ao mercado, mas tem na transparência, no clima de companheirismo e, especialmente, no fato de nunca contradizer mensagens pregadas, seus principais atributos de retenção para os profissionais.

De acordo com Neves, diretor e fundador da companhia, o ambiente no qual o funcionário é envolvido desde o primeiro dia de trabalho se replica no cotidiano, fomentando um ambiente estimulante, com empatia, reconhecimento profissional e pessoal. “A maioria dos que estão aqui não querem sair. E muitos daqueles que saem, decidem voltar posteriormente porque não encontram lá fora muitas de nossas qualidades de gestão”, afirma.

A gerente de projetos Cátia Nellin, que ingressou na Kaizen ainda estagiária, há 11 anos, é um exemplo. Embora tenha recebido diversas propostas de trabalho, optou por continuar. “Hoje, nosso desafio é formar novas lideranças, transmitir aos que chegam o espírito que existe desde que os fundadores criaram a empresa”, afirma.

Embora a atmosfera de companheirismo seja a marca da Kaizen, não existe postura passiva em relação à questão salarial. A companhia já fez os reajustes possíveis desde que a revisão foi conduzida e a perspectiva é de novos ajustes para os próximos tempos, conforme prega o significado do nome da empresa – “melhoria contínua”. “De fato as coisas ainda não estão da forma como gostaríamos. Mas os funcionários sabem que esses ajustes serão feitos na velocidade que a Kaizen andar”, acredita Neves.

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