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Pioneirismo e envolvimento com problemas sociais

Mais do que apoio às mulheres, práticas da IBM incentivam o convívio familiar e trazem idéias que beneficiam a todos os funcionários.

Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD

19 de julho de 2007 - 01h00
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Reembolso de transporte para que a mãe possa sair para amamentar quantas vezes for necessário e além da fase prevista em lei no Brasil, flexibilização de horário, projetos de treinamentos especiais e um serviço competente de ouvidoria são apenas algumas das vantagens que a IBM oferece às suas funcionárias. “Na IBM a gravidez não é tabu. Fui promovida quando voltei de licença-maternidade do meu segundo filho e logo em seguida engravidei do terceiro e continuei contando com o suporte da companhia”, lembra Fátima Cavichione, líder do comitê das mulheres da IBM Brasil.

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No entanto, não é apenas pelos motivos acima que a Big Blue merece o bi-campeonato na categoria Melhor Empresa para Trabalhar em TI e Telecom, organizado pelo instituto Great Place to Work e pelo COMPUTERWORLD. Há dois pontos fundamentais que precisam ser colocados em pauta quando se trata do tema “diversidade” no mundo corporativo. O primeiro deles é que não se pode deixar de lado o fato de que a IBM saiu à frente com iniciativas ligadas a inserção do que se podia chamar de minorias – tema hoje abolido até mesmo pela diretoria de recursos humanos da empresa.

Em 1935, a companhia lançou um programa mundial chamado Equal Pay (pagamento igualitário), em que, muito antes de qualquer lei, estabelecia política de equidade salarial. Embora os movimentos feministas tenham iniciado no século XVII, foi no começo do século passado, com as trabalhadoras da indústria têxtil em Nova York, nos Estados Unidos, reivindicando melhores condições de trabalho e equivalência salarial com os homens, que o tema começou a aquecer no mundo todo.

Na década de 90, a IBM lançou seu programa de diversidade – então chamado de programa de minorias –, do qual fazia parte a criação de comitês de discussão de temas relacionados a mulheres, grupo GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros), deficientes físicos e afro-descendentes. Embora direitos iguais já tenham sido alcançados para mulheres no ambiente de tecnologia há algum tempo, a Big Blue tem o mérito de ter saído à frente ao levantar esta e outras bandeiras. “A companhia decidiu tratar o tema aberta e corretamente e não deixar que houvesse qualquer tipo de discriminação velada”, ressalta Alessandro Bonorino, diretor de recursos humanos da IBM Brasil.

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