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Pioneirismo e envolvimento com problemas sociais

Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD

19 de julho de 2007 - 01h00
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Mais importante do que um comitê que discute temas relacionados a mulheres no mercado de trabalho, é o apoio que a companhia dá à família. Fátima, líder do comitê, usufruiu de todos os benefícios e pôde dar o suporte necessário aos seus três filhos. No entanto, a divisão igualitária de tarefas de casa entre ela e o marido são o principal ponto de equilíbrio em sua vida familiar.

O fato é que um grande número de políticas que dão suporte à mãe-funcionária nos primeiros anos de vida dos filhos pode levá-la a assumir mais tarefas domésticas e frear sua carreira. Enquanto isso, o marido, com todo o suporte em casa, pode alçar vôos mais altos em sua vida profissional. A reversão deste processo é o real desafio. Depois de conquistados todos os benefícios possíveis para a criação de um recém-nascido, que precisa inevitavelmente da presença da mãe, é preciso trazer o homem ao convívio familiar e estimular a divisão igualitária de tarefas em casa.

Mais uma vez saindo à frente, a IBM lança, este mês, um programa de incentivo ao equilíbrio para todos os funcionários. Serão diversas ações que visam estimular a competência da adaptabilidade. O programa aborda três pilares: saúde emocional (convívio familiar e hobbies), saúde física (exercícios e check ups) e dia-a-dia na companhia (trabalho e cursos profissionais). Bonorino dá o recado a todos os “ibmistas”: “a única maneira de agüentar a pressão do trabalho hoje é conseguir navegar por todos os pontos da vida com bom senso”.

Há pouco mais de um ano, a empresa lançou a licença paternidade de quatro meses, que passam a ter flexibilização de horário (alguns dias de trabalho em home office), semana comprimida (ele pode trabalhar quatro dias por semana, compensando o horário de trabalho neste período) ou optar por um sistema misto, em que trabalha alguns dias de casa e outros na IBM.

Políticas que dão suporte às mães à parte, o fato é que o comitê das mulheres, bem como todos os outros, acabaram hoje se transformando em um celeiro de boas idéias, que depois são levadas a toda a companhia. “Meu desejo pessoal é que estes grupos deixem de existir, que não sejam necessários, mas ainda são”, enfatiza José Francisco Gonçalves, diretor de suporte técnico a hardware, pai de uma filha e o único homem a participar do comitê de mulheres na IBM Brasil.

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