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Consciência ambiental ganha espaço nas corporações

Entre os novos critérios que diferenciam uma companhia, a responsabilidade com o meio ambiente ganha espaço.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

19 de julho de 2007 - 01h00
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Um conceito que pode não estar diretamente ligado aos benefícios dados aos funcionários pelas companhias, mas que vem ganhando espaço entre as corporações é o da responsabilidade ambiental.

Muitas delas já perceberam que, além de ser responsáveis com o ambiente em que estão inseridas, diante da percepção de que podem economizar gastos e garantir a existência dessas fontes de recursos minerais no futuro, precisam também conscientizar seus empregados e envolvê-los nessas ações para que a iniciativa gere frutos. As ações contribuem, inclusive, para tornar a empresa mais atraente aos olhos dos seus colaboradores.

Na IBM, por exemplo, a preocupação com o meio ambiente está dentro da área de cidadania corporativa. Mas a empresa americana deu início recentemente a uma campanha de conscientização ambiental que envolve diversos departamentos e passa por todos os funcionários.

A iniciativa começou há cerca de um mês com a campanha de sensibilização. A empresa promoveu sessões de filmes sobre conscientização ambiental e palestras de integrantes de ONGs ligadas ao tema.
O próximo passo, de acordo com Ruth Hiromi Harada, executiva de responsabilidade social da IBM, “é mostrar que ainda é possível agir”. Segundo ela, essa segunda fase se chama “a grade virada” e deverá ser iniciada até outubro, quando a companhia discutirá com empregados formas de cada um contribuir para reduzir os danos ao meio ambiente.

Uma outra vertente da preocupação ambiental na IBM está ligada à área operacional da companhia. A coordenação de meio ambiente da empresa cuida para que as atividades do dia-a-dia conservem o uso da água, economizem energia e promovam a reciclagem de resíduos.

“No dia-a-dia fazemos o treinamento de todas as pessoas – funcionários diretos e indiretos – em atividades como desligar o ar condicionado e o elevador mais cedo, lembrar de apagar as luzes e reduzir a pressão de água nas pias e válvulas dos banheiros”, explica João Luis Bianchini, coordenador de meio ambiente da companhia no País.
Segundo ele, existem equipes específicas na IBM para coordenar as ações. O desempenho é medido mensalmente, com análises sobre os resultados e as falhas.

Além disso, “nenhum processo ou produto que a IBM compra pode agredir o meio ambiente. Ele tem de passar, antes, por uma avaliação ambiental antes de ser adquirido pela companhia”, afirma Bianchini.

A Telefônica também passou a eleger a preocupação ambiental como um dos pilares da responsabilidade corporativa da companhia. A empresa de telecomunicações tem uma política ambiental que envolve fazer uso sustentável dos recursos naturais, usando a energia de forma eficiente, e transmitir aos fornecedores do grupo requisitos ambientais cujo cumprimento terá de ser assegurado por eles.

O consumo energético é uma das principais preocupações ambientais da companhia, já que ela utiliza energia em grande quantidade para alimentar suas redes. Mas a destinação correta dos resíduos sólidos, especialmente no caso do descarte de baterias de centrais telefônicas, é outra prioridade da área.

A empresa também se empenha em reduzir o consumo de papel e de água. No caso do papel, 90% do consumo é destinado à impressão das faturas mensais dos clientes e, por isso, a companhia aderiu este ano ao programa da Nota Fiscal Eletrônica do estado de São Paulo para oferecer a alternativa da ‘e-conta’ aos seus clientes – que assim deixarão de receber a versão impressa.

No caso do consumo interno de papel, a companhia adotou o uso da frente e verso das folhas e pretende implantar o papel reciclado nas impressoras, opção que também será estudada para as contas impressas.

Na divulgação do Informe Anual de Responsabilidade Corporativa, no início de julho, o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, afirmou que a intenção da companhia com a publicação – feita este ano pela terceira vez no Brasil – “é estimular outras empresas a copiar a idéia”.

Segundo ele, “à medida que o grupo for capaz de gerar impacto positivo no meio ambiente e nas ações de responsabilidade corporativa, a empresa vai ter sustentabilidade”.

Para Milton Abrucio, superintendente de comunicação corporativa da Telefônica, a empresa “percebeu uma transformação interna” a partir das ações de responsabilidade social, como a preocupação ambiental. “Os empregados colaboram cada vez mais e se sentem orgulhosos da companhia”, afirmou.

Outra companhia da área de telecomunicações, a Intelig ressalta que “é uma empresa que não agride o meio ambiente, mas que adota o conceito de sustentabilidade” e isso vale para a conscientização dos empregados sobre essa preocupação.

“É uma provocação no funcionário”, diz Josué Cruz, diretor de desenvolvimento humano e organizacional (DHO) da operadora, que cita as palestras e a rotina de cuidados com o desperdício de energia como algumas das medidas.

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