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Informatização é a bola da vez no judiciário

Com energia de sobra e muito a ensinar sobre delegar tarefas, o diretor de TI do TRT da 4ª Região, Eduardo Antonini, é capitão de um dos projetos mais desafiadores do País: garantir a modernização da Justiça do Trabalho.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Quem perguntar ao engenheiro eletrônico Eduardo Kenzi Antonini sobre suas prioridades profissionais ao longo dos próximos três anos encontrará duas respostas nada simples. A primeira: concluir o processo de integração dos sistemas de tecnologia da Justiça do Trabalho em nível nacional.

A outra: finalizar a construção do novo estádio do Grêmio. Pode até soar estranho que duas tarefas com tamanha complexidade estejam na agenda de um único executivo que garante não ultrapassar o limite de 12 horas por dia de trabalho.

Mas de fato, energia é o que não falta para esse gaúcho de 37 anos, que vê nesses dois desafios motivação suficiente para acumular as funções de diretor da secretaria de Informática do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, coordenador desta área também no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ainda vice-presidente de planejamento do time tricolor. “Sou muito ativo, sempre gosto de projetos grandes e de empreender”, justifica.

De fato, os desafios aos quais Antonini se propôs, especialmente no setor governamental – pelo qual foi reconhecido IT Leader em 2007 –, não são pequenos. Em questão, a informatização daquela que é considerada uma das máquinas mais burocráticas do País, com nada menos do que 2,4 milhões de processos contabilizados todos os anos.

Nos últimos 12 meses, os principais esforços do executivo junto ao CSJT consistiram especialmente em orquestrar a replicação das melhores práticas de governança, desenvolvimento colaborativo e melhorias na gestão de processos para as 24 varas espalhadas pelo País. Tudo isso em preparação para a etapa seguinte, prevista para 2008, com o Sistema Único de Administração de Processos (SUAP), que vai permitir o gerenciamento online das ações trabalhistas.

Paralelamente, também não foram poucas as tarefas no TRT da 4ª região, onde o executivo comanda diretamente a TI. A implantação do gabinete virtual é um exemplo. Pelo modelo, cada juiz ganhou um notebook e um certificado digital, que permite o despacho eletrônico dos processos de qualquer lugar.

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