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Informatização é a bola da vez no judiciário
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Outro projeto, o e-JUS, permitiu que os magistrados pudessem fazer alterações nos processos diretamente na tela do computador no momento da análise. Entre os resultados principais está a eliminação do papel nesse tipo de tramitação – o que resultou em economia de tempo e de pelo menos quatro mil folhas por juiz a cada pauta analisada, com uma média de 200 processos.
Para gerenciar projetos tão complexos como esses que vêm acontecendo simultaneamente, Antonini tem apostado na habilidade de delegar funções. “Centralizar demais as tarefas tem o efeito totalmente oposto ao da produtividade: faz o gestor se consumir com o dia-a-dia. O mais importante para o líder neste momento é olhar à frente do que está acontecendo, o que só é possível caso ele saia dessa rotina diária”, afirma.
Com muito diálogo, explica, conseguiu dar a autonomia que precisava aos seus subordinados do TRT gaúcho para implantação dos projetos de tecnologia e especialmente para instaurar um processo de governança eficiente sobre os serviços de TI. A tarefa, porém, não deixou de ser desgastante. O executivo precisou reformular o perfil da equipe, fazendo com que muitos dos profissionais que estavam acostumados a escrever linhas de código para os sistemas do TRT fossem promovidos a gerentes de negócios, orientados a pensar na tecnologia como apoio para as operações no tribunal. Houve resistência especialmente porque muito do trabalho de desenvolvimento de código foi terceirizado.
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De acordo com Antonini, muitos ainda viram a movimentação com ameaça e até perda de status, mas a conversa franca sobre o processo envolvido fez com que a maioria dos funcionários observasse, posteriormente, o nascimento de oportunidades para crescimento.
“Acreditamos que a cumplicidade da equipe é um dos caminhos primordiais para o sucesso do projeto, assim como a preparação profissional. Por isso incentivamos o desenvolvimento de cada um nesse sentido. Hoje, pelo menos uma vez por ano, todos os profissionais da TI do TRT da 4ª região fazem um curso de capacitação fora de Porto Alegre. É uma forma de reciclagem e motivação”, enfatiza.
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