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Informatização é a bola da vez no judiciário

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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O desafio da perpetuação
Mas além de ter uma agenda recheada de projetos importantes, um dos principais desafios de Antonini à frente da TI da Justiça do Trabalho não está relacionado à gestão de tempo ou delegar funções. Assim como em praticamente todos os órgãos públicos, a questão está em garantir prosseguimento aos projetos mesmo com as trocas constantes de comando.

“Durante esse processo de informatização, passamos pela gestão de seis presidentes. Cada um que vem traz uma idéia nova e tem uma visão diferente sobre as prioridades de tecnologia. Esse tem sido um desafio constante”, comenta, enfatizando que o tempo de mandato para as instituições de justiça é de apenas dois anos.

Fora isso, o orçamento em TI não é negociável. O judiciário recebe um percentual do orçamento da União – em média de 3% a 4% - e precisa equacionar o volume para as despesas com pessoal, porção majoritária desses recursos, e também destinar parte para os investimentos. Nesse sentido, TI compete com outros vários tipos de necessidades dos órgãos de justiça.

No entanto, a instituição da consultoria geral de informática no Conselho Superior de Justiça do Trabalho, que coloca o avanço dos tribunais em direção aos meios digitais como política nacional, tem contribuído para amenizar as incertezas e efeitos da troca periódica de comando.

Ter a habilidade de elaborar planos de longo prazo que indiquem que a informatização da justiça é um caminho sem volta também faz parte das atribuições do executivo. “Com o planejamento estratégico para tecnologia feito pela divisão, a cúpula de ministros e juízes da Justiça do Trabalho comprou a idéia de que é um assunto que deve continuar debatido”, ressalta.

Até mesmo os resultados dos locais onde os mecanismos digitais foram incorporados aos tribunais também servem para embasar os projetos nessa área. O tempo médio de julgamento de processos trabalhistas no TRT da 4ª região, por exemplo, caiu de seis para dois meses após a incorporação dos novos procedimentos que eliminaram o papel.

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