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Especiais

Em busca do controle total dos processos

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

31 de agosto de 2007 - 00h00
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Quatro anos depois, em 2004, o diretor de tecnologia da Ticket vive outro capítulo interressante: a criação de uma plataforma web de venda baseada no sistema pré-pago. Assim como é feito pelas operadoras de telefonia, a estratégia da Ticket foi fundamental para entrar em um novo mercado que – apesar da alta demanda – não conseguia os produtos oferecidos por terem restrições nos serviços de crédito: os pequenos clientes.

Segundo Oliveira, a oportunidade surgiu em uma reunião de negócios, com o resultado de uma pesquisa de mercado que apontava a demanda neste público. “Nesse momento, a TI percebeu que isso poderia ser feito via plataforma web. Abraçamos o projeto”, lembra. A iniciativa aproveitava os custos menores na internet, já que próprio cliente digita os contratos e não é necessária uma equipe de validação de crédito. De acordo com o executivo, depois de três anos operando, a nova plataforma representa 9% do total da receita da Ticket no Brasil. “Fomos percussores nesse tipo de serviço no mercado”, comenta.

E quais são os planos para o futuro? Se os primeiros sete anos do setor de tecnologia da Ticket Brasil foram de reestruturação, o momento agora é de uma atuação muito mais ágil e comprometida com o negócio. “A Ticket está em um momento de expansão de mercado com a economia aquecida. A tecnologia, pela sua boa estruturada interna, precisa flexibilizar e tornar cada vez mais rápido o lançamento de novas funcionalidades e novos produtos”, resume o executivo.

O caminho de melhor aproveitamento dos recursos tecnológicos, ressalta o diretor, continua sendo alterado e pressionado pela diretriz de redução de custos. “A questão de custo continua, isso não vai acabar nunca. A economia, junto com agilidade e inovação, é uma das molas da tecnologia, não tem como fugir disso”, acredita Oliveira.

O projeto piloto em SOA (arquitetura orientada a serviços), por exemplo, atende a esses requisitos. Mesmo começando com um escopo pequeno, com objetivo de testar e de entender a nova tecnologia, ele já trouxe bons resultados e abriu espaço para a inovação. “Tivemos o benefício adicional de revisitar e reorganizar a nossa documentação. Havia muito componentes dispersos que os analistas não sabiam que existiam, o que nos fez criar um repositório central para aumentar a reutilização e a produtividade”.

Nesse contexto, a tecnologia da informação consegue reunir as condições para dedicar boa parte do seu tempo à tarefa de inovar. “Em uma empresa de serviços, a tecnologia é a esteira produtiva. Como temos um conhecimento profundo das operações, da tecnologia e do próprio negócio, os profissionais mais maduros têm plenas condições de inovar ou propor inovações”, arremata.

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